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02/11/09

Escolher Reprodutores

"Uma boa ave reprodutora é aquela que possui carga genética para reprodução herdada dos pais.
Deve desenvolver a estrutura fisiológica viável para reprodução, desde a formação física geral, como também o desenvolvimento de todas as etapas de evolução de órgãos, das hormonas e do comportamento para a perpetuação da espécie, e por sua vez, destas características.

Devemos escolher machos produtores de boas fêmeas para cruzar com fêmeas reprodutoras de boas fêmeas.

Machos reprodutores de bons machos, para cruzar com fêmeas reprodutoras de bons machos.

Ou seja, as características de pai e mãe interferem tanto nos filhotes machos, quanto nos filhotes fêmeas.

Para uma ave ser um bom reprodutor tem que ter atingido a maturidade sexual, na qual os órgãos reprodutores e o sistema endócrino (órgãos e glândulas produtores de hormonas) estão em plena atividade.

Estas aves devem ter características genéticas e hereditárias boas, as quais expressam em seu fenótipo e comportamento reprodutivo seu potencial de reprodução.

Através do registro da árvore genealógica, ou seja, heranças genéticas dos antepassados, podemos ter maior precisão na escolha dos reprodutores.

Algumas espécies possuem padrões físicos que influenciam na escolha e seleçăo dos reprodutores.

Como é o exemplo das cores dos canários dos agapornís, das calopsitas, o canto dos curiós e bicudos, trinca-ferro, etc.

A partir do momento que todos os criadores de aves fizerem o controle destas características, será muito mais seguro e certo adquirir um reprodutor.

Esta análise e registros auxiliam na dinamização da criação e controle geral.

Devemos evitar cruzamentos com aves portadoras de fatores letais, ou deformidades genéticas conhecidas, ou mesmo a consanguinidade (cruzamento entre parentes).

As possibilidades de ser gerado um embrião com deformidades aumentam, podendo mesmo ocorrer morte embrionária durante alguma fase da incubação.

Adultos reprodutores saudáveis e bem alimentados e nutridos, geram ovos saudáveis para sustentação do embrião e do filhote na sua primeira semana de vida.

As fêmeas resistentes ás doenças, submetidas a controle de contaminação de parasitas, imunizadas com vacinações nas datas corretas, vivendo em ambiente com higiene, geram anticorpos que serão transmitidos através do ovo para o filhote.

Estes anticorpos, protegem o filhote até que seja imuno-independente, ou seja capaz de gerar sua própria imunidades.

Poderemos ter a morte do embrião na incubação, causada por vários motivos isolados ou associados, que no caso podem ser: contaminação da incubadora, ou mesmo da fêmea que choca, erros na incubação (oscilações de temperatura, erros de viragem, erros no controle da humidade); qualidade do ovo (níveis nutricionais pobres da gema, ausência de anticorpos maternos suficientes); somados a contaminação e falta de higiene ambiental.

A natureza é sábia, pois uma ave com problemas físicos, geralmente não sobrevive, muito menos se reproduz.

O homem favorece, muitas vezes, esta sobrevivência e multiplicação, podendo se tornar uma característica negativa para a espécie.

Toda a regra tem sua exceção, pois nem todas as características negativas impedem a reprodução da ave. " fonte desconhecida

26/10/09

Seleção dos Reprodutores

"Diz-se que um casal bom reprodutor é aquele que tem muitos filhotes e cria bem.

Porém, isto não será importante se a descendência for de má qualidade.

Considere que o valor do reprodutor pode ser classificado em três níveis:

a)Pelo que ele mesmo representa morfologicamente e funcionalmente (o que ele é: - Visivel);

b)Pelas características de seus ascendentes (o que ele porta: - Não Visivel);

c)Pelas características que transmite a seus descendentes (o que ele produz: - Visível nos filhotes).

No planeamento dos casais, visando a melhoria da qualidade do plantel, além das informações sobre as características dos reprodutores, são necessários dados sobre os ascendentes dos canários, especialmente dos pais e avós.

Quanto mais completas forem essas informações, melhores serão as possibilidades de garantir a transmissão de características desejáveis.

O valor real de um reprodutor é evidenciado, não só por seu aspecto e desempenho mas, principalmente, pelas qualidades transmitidas aos seus descendentes.

Quando, na sua criação, tiver um canário que reúna boas qualidades, procure identificar sua filiação e mantenha o casal que o gerou, para obter outros exemplares semelhantes, no sentido de fixar estas qualidades no seu plantel.

Experimente, em regime de bigamia, cruzar o macho com outra fêmea para verificar se é ele que está transmitindo as características.

Comprovado este fato, tente poligamia, com maior número de fêmeas.

A maioria dos criadores ficam preocupados em descobrir se é o macho ou a fêmea que transmite a forma e o tamanho.

Se o desenho e cor da plumagem são determinados pelo macho ou pela fêmea.

Não pretendo insinuar que estes aspectos devam ser menosprezados, mas enfatizar que há outros, provavelmente tão ou mais importantes que nem sempre são valorizados.

Na avicultura, notoriamente na criação de galinhas, onde são feitos os maiores investimentos, várias pesquisas permitiram determinar que a aptidão para por ovos, maturidade sexual, choco e outros fatores são transmitidos pelo macho.

Por extensão, acreditamos que essas conclusões também se aplicam na canaricultura, visto que os canários semelhantes às galinhas são igualmente do tipo "Abraxás", isto é, o heterogameta ou cromossomo sexual está localizado na fêmea.

Fatores importantes a considerar:

l) Vitalidade

A ação dos fatores que afetam a vitalidade e a produtividade de um plantel, começa com o ovo e continua durante toda a vida de um pássaro.

A percentagem de filhotes nascidos em relação à quantidade de ovos postos, a proporção dos Filhotes que chegam à maturidade, e finalmente, a mortalidade durante a reprodução, são fatores expoentes do número de animais vigorosos que continuam no plantei e de sua produtividade.

Se não é possível estabelecer com exatidão a proporção de mortalidade embrionária, e após o nascimento em relação a fatores herdados, os dados demonstram que parte da mortalidade de filhotes tem origem em fatores genéticos.

Logo, deduz-se que melhorando os métodos de controle de reprodução, será possível reduzir esta mortalidade.

Acredita-se, que a resistência às enfermidades combinada com a média de vida (longevidade) de uma determinada família, possa ser transmitida geneticamente (Taylor e Lerner — 1958).

Assim, poder-se-ia tentar aumentar a vida dos indivíduos de um plantei, usando-se reprodutores velhos (machos até 8 anos e fêmeas até 4 anos).

Porém, em contrapartida, teremos uma redução de produtividade devido a baixa fertilidade, queda do índice de postura e da incubalidade desses exemplares.

Mais inteligente seria, através dos registros, identificar os descendentes desses canários" de vida longa e procurar usá-los como reprodutores, observando a longevidade desses canários e controlando os resultados a longo prazo, para comprovar se esta característica é realmente transmitida ou resultante somente de condições ambientais.

2) Resistências às enfermidades

Todas as enfermidades que tenham base hereditária ou que estejam condicionadas a uma debilidade congénita devem ser eliminadas, mediante a adoção de métodos de seleção e criação que permitam aumentar a qualidade e a resistência dos indivíduos.

Observa-se que algumas aves são mais resistentes às enfermidades do que outras, mas não se pode garantir que esta característica seja hereditária.

Não obstante, convém escolher para a reprodução, canários sadios de famílias que nunca tenham sofrido doenças, eliminando do plantei todos os sobreviventes de famílias sujeitas à doenças, no sentido de evitar a perpetuação desses fatores indesejáveis ao plantel.

Para criar uma estirpe resistente à determinada doença, serão selecionados exemplares que não tenham contraído esta doença, sem levar em consideração outras enfermidades.

3) Maturidade Sexual (precoce, normal ou tardia)

A maturidade sexual é um fator que expressa a precocidade, ou seja, o tempo que um canário leva para ficar sexualmente maduro, identificando no macho quando o mesmo "abre" o canto e na fêmea quando põe o primeiro ovo.

Considere que as condições climatológicas afetam o ritmo de desenvolvimento dos animais, fazendo com que os canários que nascem mais tarde fiquem sexualmente maduros mais rapidamente do que aqueles que nascem no início do período de criação.

Além disso, a alimentação também influi no processo de maturidade da ave e a iluminação artificial pode ser usada para acelerar esse processo da maturação sexual.

Porém, para que se possa fazer uma avaliação correta é necessário que essas condições sejam as mesmas para todos os pássaros.

Só assim, será possível estabelecer-se parâmetros para um julgamento criteriosos.

O fator precocidade é dominante em relação à maturidade tardia, que é recessivo, estando comprovado que se trata de um fator sexo-ligado (Hays-1924).
Portanto, é o macho que transmite a precocidade.

Outro fato, é que a maturidade está associada ao tamanho da ave.

As de tamanho menor são mais precoces.

Quando se aumenta exageradamente a precocidade, reduz-se o tamanho da ave implicando também na redução do vigor e de sua capacidade produtiva.

A classificação dos canários, segundo a precocidade, permite que o criador raça uma seleção com base científica, eliminando do plantel os machos de maturidade tardia.

Para aumentar a precocidade do plantel utilizam-se preferencialmente os machos que sejam precoces.

4) Período de Reprodução

Emende-se por período de reprodução, o espaço de tempo entre o primeiro ovo e o início da muda.

Denomina-se persistência, o fator que limita, encurtando ou alargando o período de reprodução.
5) Postura

São numerosas as causas que podem fazer variar a quantidade de ovos, umas determinadas por características externas ou morfológicas, como abdómen bem desenvolvido e bem situado, outras por características internas ou fisiológicas, como atividade metabólica dos aparelhos respiratórios e digestivo e a capacidade de produção das glândulas internas, podendo ainda, ter origem na abreviação ou interrupção forçada ou natural do choco, seja pela ausência ou morte de filhotes ou pelo uso de amas-seca.

Normalmente, as canárias põem três ou quatro ovos, em dias seguidos, e o último ovo de cada postura após um dia de intervalo, podendo fazer de 4 a 5 posturas por ano.

Porém, há canárias que fazem ninho e não começam a postura, ou que interrompem a postura após o primeiro ovo; outras que não chocam, fatos que outrora eram exceção, tornam-se cada vez mais comuns, devido a má seleção de reprodutores.

A quantidade de ovos, a regularidade de postura depende da carga genética de seus ascendentes.

Sendo hereditária, esta capacidade atribui-se ao macho a maior influência na transmissão da aptidão, a postura, assim como a precocidade, devido a um gene ligado ao cromossomo sexual.

A identificação desses machos é difícil, devendo a seleção ser feita indiretamente pelos resultados alcançados pelas suas filhas ou pelas suas irmãs.

6) Choco

O processo fisiológico que provoca o choco é devido à ação da prolactina, hormona segregada pela glândula pituitária anterior.

Esta substância também é responsável pela regurgitação que alimenta os filhotes.

Geneticamente são dois pares de genes dominantes complementares chamados de A e C que determinam o aparecimento do choco (Goodale, Sanborn e White - 1920).

A presença isolada de um deles (aaCC ou AAcc) não produz qualquer efeito.

Para que a fêmea seja boa criadora, é necessário que possua a combinação dos dois pares de genes (AaCc).

Machos e fêmeas oriundos de uma fêmea que tenha chocado normalmente seus ovos e alimentados bem seus filhotes, tendem a ser bons criadores por produzirem maior quantidade das hormonas acima citada (Ridele, Bates e Lakar-1935).

7) Incubalidade (taxa de eclosão)

Como resultados de uma série de experiências realizadas, pesquisadores chegaram à conclusão que o maior responsável pela incubalidade é a nutrição.

A carência de vitaminas e sais minerais afeta a percentagem de nascimentos e de filhotes saudáveis.

A alimentação dos reprodutores deve conter todos os elementos nutritivos necessários.

Nem sempre nascem todos os filhotes dos ovos fecundados, mesmo de pássaros bem nutridos, isto porque existe a influência de um Gene "H" hereditário (Hays e Sanborn - 1924).

Os indivíduos puros ou seja "HH", conseguem produzir mais de 85% de filhotes férteis.
Os "Hh" ficam na faixa de 55 a 85% e os recessivos "hh" ficam limitados a menos de 55% de nascimentos.

A herança da incubalidade é muito complexa, pois é afetada por fatores letais que ocasionam a morte dos embriões (Landauer -1941).

Recomenda-se, que na prática, conservar como reprodutores somente exemplares que tenham obtido mais de 85% de incubalidade, excluindo do cálculo os ovos claros, não fecundados.

A única dúvida que deve ser dirimida, antes de desfazer-se dos outros reprodutores, caso os exemplares sejam valiosos, é fazendo novos pares, e voltando a avaliar o desempenho dos exemplares.

8) Muda

O início da muda de penas marca o fim do período de reprodução.

A intensidade da muda é avaliada pela quantidade de penas que caem e são renovadas.
Observa-se também a ordem em que a muda se processa:

peito, abdómen, espáduas, flancos, costas, uropígio, rabo, asas e cabeça.

A maioria dos canários completa a muda em quatro meses, alguns parecem que nunca terminam a muda.

Circunstâncias anormais de mudanças de regime de luz, de temperatura e outros fatores ambientais podem afetar o pássaro e comprometer a avaliação.

A maioria dos machos emudece durante a muda.

Alguns continuam férteis, mesmo fazendo muda de rabo durante a criação.

Os filhotes das primeiras ninhadas estão mais sujeitos à muda do que os nascidos tardiamente.

Também acontece que exemplares de uma mesma ninhada, sob as mesmas condições, entrem em muda mais cedo, interrompendo a reprodução, enquanto outros continuam por período maior.

Esta característica é hereditária devido a presença de um gene dominante "M" (Hays — 1924).

Como ainda são escassos os conhecimentos sobre a transmissão desse fator, o criador deve eliminar do plantei os canários de muda crónica e os que entram em muda prematuramente, antes do término do período de reprodução.

9) índice de Fertilidade

a) Total de ovos;

b) Percentagem de ovos claros;

c) Percentagem de ovos cheios;

10) Índice de Produção

a) Quantidade de filhotes nascidos;

b) Total de filhotes criados (no mínimo até 2 meses)

Não há dúvida que é indispensável um eficiente sistema de controle e registro de informações, para que se possa planejar os acasalamentos com segurança, visando a fixação ou extinção de determinadas características em um plantel.

Para aqueles que preferem os processos tradicionais de controlo ou quando não se justificar o emprego do computador, devido à pequena quantidade de canários existentes no plantel, sugerimos o uso de fichas para o registro das informações dos acasalamentos, desenvolvimento da criação e nascimento de filhotes, possibilitando desta forma, realizar um razoável controle do plantel, para que se possa fazer uma correta seleção dos reprodutores o que é fundamental para o êxito da criação."

A. Simas
Revista Brasil Ornitológico

Escolher o Plantel

Como possui vários tipos e cores de canários é recomendado ao iniciante a visita ao Canaril e até mesmo a visitas em exposições antes da escolha.

Ao escolher os canários, deverá pedir conselhos e orientação para criadores sobre tal escolha, decidir-se sobre o que irá criar, canários de cor ou porte.

No início, é bom começar com um mínimo de 2 casais e o máximo de 10 casais e é bom lembrar que os mais experientes criadores têm fêmeas de reserva, para eventuais problemas que podem aparecer durante a criação.

E aqui vão algumas dicas para uma boa escolha do plantel:

-O Canário deve estar demonstrando saúde, mudando sempre de posição;

-Os olhos devem estar vivos, brilhantes, alegres e bicos limpos;

-As penas devem estar coladas no corpo bem acentuadas uma sob a outra;

-As fezes deve ser um pouco húmida (urina) e ao mesmo tempo consistente;

-Os pés e pernas devem estar limpos e sem escamas;

-Soprar a cloaca e abdómen é bom para verificar alguns problemas, a pele deve estar uniforme e numa cor rosa-avermelhada.

-A asa deve ser bem definida não pode sobre por uma sobre a outra, a cauda deve ser uniforme e terminar em forma de "M";

-Levar o pássaro ao ouvido para verificar a ausência de guinchos e chiados, na presença destes esta ave deve ser rejeitada;

-Adquirir sempre aves do ano, pois há alguns criadores que recomenda iniciar a criação com aves com mais de um a dois anos, principalmente as fêmeas por formarem bem a parte do aparelho reprodutor.

-Pedir ao criador que se adquirir a ave todas as informações sobre a ave, se é portador de fatores, etc.

Após adquirir as aves, é preciso aclimatá-las ao novo local, antes do acasalamento.

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