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28/10/09

Ovos Respiram

"0 ovo das aves e um sistema vital auto-suficiente para o embrião da ave em desenvolvimento.

Todos os nutrientes, minerais, fontes de energia e água utilizados pelo embrião durante sua incubação estão presentes no ovo.

Desta forma necessita apenas calor e movimentos periódicos para mudar sua posição evitando, assim, a adesão do embrião as membranas da casca.

E por isso que alguns criadores de pássaros removem os ovos do ninho logo após cada postura e os deixam em repouso num recipiente com sementes ou casca de sementes, servindo como cama, virando-os todos os dias.

Ao contrário do desenvolvimento pré-natal dos mamíferos, o ovo não apresenta movimento respiratório e sim respiro por difusão através de milhares de poros microscópicos da casca, que em geral, não são visíveis a olho nu, ocultos por substâncias orgânicos segregados a material inorgânico.

0 processo de entrada e saída de oxigénio e dióxido de carbono ocorre por difusão passiva, isto e, como a concentração de oxigénio e maior fora do ovo que dentro, o oxigénio penetra pelos poros para dentro do ovo, da mesma forma que o dióxido de carbono formado no interior do ovo, que é maior em quantidade dentro do ovo, é eliminado pelos poros para fora.

Por sua vez a quantidade de água dentro do ovo é maior que a quantidade de água do ar exterior, de maneira que os poros também permitam a saída de moléculas de água que são menos que as moléculas de oxigénio.

A gema fornece a maior parte das reservas de energia durante o desenvolvimento embrionário e para cada grama de energia queimada sobra uma massa quase igual de água dentro do ovo.

Para uma eclosão com sucesso é necessário que parte desta água seja eliminada.
Se a condutância gasosa é baixa, o embrião ficará asfixiado por falta de oxigénio, se intoxicará com seu próprio dióxido de carbono e se afogará em sua própria água metabólica.

Portanto a perda de água deve ser limitada e num ritmo constante ao mesmo tempo que a quantidade do oxigénio aumenta consideravelmente durante a incubação.

Então a mãe natureza resolveu este problema permitindo que na parte (pólo) mais arredondada do ovo se forme uma câmara de ar (ver fig.) que permite a respiração do filhote imediatamente antes da perfuração da casca.

Esta câmara surge porque o ovo perdera em torno de 15% de sua massa inicial durante incubação natural.

Alguns criadores de pássaros têm o costume de virar os ovos a partir do 70 dia colocando-os contra uma forte fonte de luz.

Se a luz não passar através do ovo formará uma zona escura no mesmo, o que poderia ser considerado como um indicativo de que o embrião esta em desenvolvimento (ver fig. A).



A temperatura média de incubação para a maioria das espécies e de 36,60 C, sendo que a fêmea passa a ter duas principais funções que são: manter a temperatura e a humidade do ar dentro dos limites do interior do ninho.

Isto serve para justificar porque no verão quando as fêmeas estão em choco e a temperatura ambiental se eleva (acima de 300 C) a partir do 120 dia até a eclosão, empiricamente, alguns criadores mais cuidadosos tem o costume de oferecer banho as fêmeas ou salpicar com gotas d’água os ovos no ninho para que os mesmos não sofram excessiva perda de água (desidratação).

Fontes de Consulta:

1- Investigacion y Ciencia/Abril 1979
2- The Avian EG - Air-Cell Gastension, Metabolism - and Incubation Time - Vol. 22 - 1974
3- The Avian EG - Incubation Time and Water Loss - Vol. 1974

Autores: Herman Rahn - Amos Ar - Charles Paganelli

Incubação / Choco

A incubaçăo ou choco dura de 13 a 15 dias, é feita normalmente pela fêmea: às vezes os machos, velhos pais, acabam querendo auxiliar as canárias nesta tarefa materna.

Durante a incubação, o macho bom redobra de atenção para a fêmea: leva-lhe comida no bico, canta com prazer as suas melhores melodias, e quando ela se esquece de mudar de posição e arejar os ovos, vai até o ninho, como a convida-la a faze-lo.

A fêmea a cada hora ou a cada duas horas, levanta-se de cima dos ovos, pousa na borda do ninho, examina-os, e com o bico vai virando os ovos.

Depois estende as pernas e as asas, como a espreguiçar-se, voa um pouco para fazer exercícios, come, bebe, excrementa e volta ao choco.

Aos treze dias a fêmea mostra-se mais inquieta, parecendo sentir as vidas novas que tem debaixo de si; os canários picam então o frágil ovo, a mãe ajudando-os a sair, despedaçando pouco a pouco a casca que os oprime, comendo-a muitas vezes.

Alguns, por falta de força, não conseguem sair do ovo e quando a mãe não ajuda, morrem na casca.

O criador experiente, pode socorre-los, levantando com muito cuidado a casca com um alfinete ou agulha desinfetada, alargando a fenda do lado do bico, mas procurando não fazer sangue; se este aparece, suspende-se logo a operação, colocando os ovos no ninho para que a mãe venha dar ao ovo o seu calor.

Há pássaros que levam uma hora para sair da casca, outros demoram até seis horas, que é o mais corrente; mas também há filhotes tăo fracos que só conseguem desprender-se da casca vinte e quatro horas depois de terem picado o ovo.

Assim que nascem, ou à medida que vão nascendo, a canária cobra os filhos com as asas, para que enxuguem e se aqueçam.

Durante as primeiras horas de vida, os filhotes alimenta-se com os restos de gema de ovo, donde provém, e que ainda lhe restam no intestino para consumir.

Não se deve espantar as fêmeas quando estão no ninho; para vermos os filhotes é preferível aguardar uma ocasião em que tenham saído a comer, ou fazem exercício.

Todos os ovos, para um bom desenvolvimento do germe, necessitam, além do calor, de um certo grau de humidade ambiente.

Os bons e maus anos para criação são especialmente consequência de um bom ou mau estado higrométrico da atmosfera sobretudo no fim da incubação.

Por isso somos de opinião, que é de boa prática borrifar levemente os ovos ou as penas das canárias, do décimo ao décimo terceiro dia com água.

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