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16/07/10

Canário de Fator Vermelho

Macho Lipocromo Vermelho Intensivo


“Os canários de Cor necessitam de alguns cuidados específicos, pois são aves com uma genética mais apurada do que os canários normais, popularmente chamados de comum ou Belgas, por este fato têm uma plumagem mais perfeita e um maior desenvolvimento ósseo e muscular.

Porém os canários de factor vermelho necessitam de alguns cuidados ainda maiores, tais como a administração na Papa de carophill red ou mais conhecido como cantaxantina 10%, que deve ser administrado na quantidade de 1,2 gramas para cada 100 gramas de papa.

A muda de pena é o período em que o exemplar necessita de uma maior quantidade de papa por se encontrar com grande carência de vitaminas, e por consequência de carophill red, para que a plumagem fique perfeita.

Ora este fato é que se deve administrar neste período a papa com o estimulador de factor vermelho (carophill red) todos os dias.

Após acabar esta fase o criador poderá fornecer a papa com o factor vermelho um dia sim outro não.

Os canários com factor vermelho em especial não podem ser expostos com frequência ao sol, pois este factor poderá tornar a coloração no animal mais opaca, fato este que é quesito para concursos.

Porém não se proíbe a total exposição ao sol deste tipo de pássaro, onde o criador poderá leva-lo para tomar banho de sol uma ou duas vezes por mês, com excepção no período de muda de penas onde o banho de sol deverá ser totalmente banido.

Deve-se adicionar na papa algumas gotas de óleo de girassol, substância facilmente encontrada em supermercados e que tornará a plumagem muito mais brilhosa, porém é preciso ter muito cuidado na administração desta substância, pois se administrada em excesso poderá vir a causar diarreia nos canários.

Um canário com factor vermelho carrega esta característica na sua genética, sendo impossível um canário que não seja descendente de pais com factor vermelho vir a ficar com coloração vermelha, pois os canários com factor vermelho são descendentes de um pássaro silvestre chamado de Tarin da Venezuela, e por consequência um canário de qualquer outra coloração seja amarelo, verde, ou qualquer outra cor nunca ficará com as penas vermelhas, o máximo que poderá acontecer será o canário ficar com uma plumagem cor de cenoura ou como mais comummente ocorre, o pássaro ficara todo manchado de amarelo e cenoura, por exemplo.

Sempre adquira canários com procedência e principalmente com a anilha, pois este será o pedigree de seu animal.”

Mauricio Defassi
Criador filiado a Federaçăo Ornitológica do Brasil e ao Clube Ornitológico Parque do Iguaçu, anilha MH - 028 recebido por e-mail 18/04/2002

Origem dos Canários Vermelhos


Lipocromo Vermelho Intenso Fêmea

"A criação de canários em cativeiro teve início na época em que os navegadores aportaram nas Ilhas Canárias e os levaram para o continente, por volta de 1400.

Eram canários verdes, que ainda hoje são encontrados nas ilhas sem muita alteração de suas características originais.

A partir de 1480 e com maior intensidade a partir de 1700, até os dias de hoje, o homem conseguiu fazer um trabalho de fixação das mutações que a natureza levaria séculos para realizar, pois a sobrevivência e procriação de indivíduos mutantes é muito difícil pelo fato deste não ser aceito pelo grupo e acaba não procriando, já que as fêmeas aceitam mais facilmente os machos normais e não os diferentes (mutantes).

Além dessa dificuldade, várias cores e raças que temos hoje nos canários são mutações originárias de outras mutações, o que dificultaria ainda mais o trabalho da natureza.

Hoje são 358 cores e 23 raças diferentes originadas daquele canário verde ancestral.

Nos anos 20, na Europa, os criadores iniciaram experiências para obtenção do canário vermelho.

Esses estudos se basearam em transplantar a cor vermelha do património genético de alguma espécie, através da hibridação para o canário e que tivesse, como resultado, híbridos férteis.

O pássaro escolhido foi o Tarim, um Spinus encontrado na Venezuela e que se assemelha em tudo com o nosso pintassilgo, excepto pela cor, pois onde o nosso apresenta cor amarela nas penas, o da Venezuela apresenta a vermelha.

Desses cruzamentos foram obtidos híbridos férteis F1, que por cruzamentos com Canárias resultaram em pássaros com fertilidade maior que os primeiros.

Depois de vários anos e de muito esforço por parte dos criadores, conseguiu-se incorporar ao património genético do canário, os genes responsáveis pela assimilação da cor vermelha nas penas.

Com uma alimentação rica em Lipocromo vermelho, que é o pigmento encontrado em alguns vegetais, pode-se fazer então com que o canário descendente do Tarim apresente a cor vermelha tão apreciada por todos.

O Lipocromo é encontrado na natureza em alguns vegetais, porém sua quantidade é muito pequena e por esse motivo é oferecido aos canários na forma industrializada, durante a muda de penas.

Ele é absorvido durante a digestão e fixa-se nas penas somente nos pontos onde há afinidade por gorduras – é lipossolúvel.

Em resumo, essa é a história do canário vermelho, que muita gente acredita que foi pintado e quando em alguma exposição alguém faz essa afirmação olhando os canários vermelhos, penso:

"Realmente, os canários vermelhos são pintados, mas pelas mãos de abnegados criadores, que com trabalho e muita dedicação conseguem 'pintar' essa obra-prima que, diferente das demais, tem vida". "

Tarcísio Moura
Presidente AVO - Associação Videirense de Ornitologia
Revista AVO 1999
Arquivo editado em 25/04/2005

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