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16/07/10

Canário Lancashire

Fotografia: Autor Desconhecido

"Sua origem é totalmente desconhecida, mas são considerados descendentes do antigo a extinto canário gigante de Gantes, que chegou à Inglaterra por volta de 1700 e que possivelmente foi cruzado com um canário comum.

Diferentes autores consideram que o topete que enfeitava sua cabeça foi produto de uma mutação, considerando sua especial configuração manifestando-se só na parte dianteira de sua cabeça e que não havia em nenhuma outra raça. O máximo que se tem conta é que em 1700 existiam canários com topetes sem qualidade na Alemanha, porém com as características dos topetes atuais.

Os criadores ingleses, grandes mestres da criação que nos deixaram tantas raças de Postura lisa, com sua meticulosidade cruzaram as bases e conseguiram o maior canário que se tinha conhecido.

Por volta de 1900 era conhecido por MANCHESTER COPPY, para posteriormente passar a chamar LANCASHIRE COPPY (com topete) e LANCHASHIRE PLANNED (cabeça lisa).
Era um pássaro esbelto e encorpado com estatura entre 22 e 23 centímetros e como todo gigante eram lentos, de temperamento um pouco apático com movimentos lentos e mal reprodutores e que com a aparição do Yorkshire, perdeu o interesse dos aficionados, extinguindo-se aos poucos. Os últimos exemplares vivos foram datados um mês antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Em alguns museus ingleses de história natural, existem alguns exemplares dissecados, igual ao também extinto “London Fancy”. Há uns 35 anos, aficionados ingleses e belgas, estão tentando a reconstrução da raça que nunca foi excluída do catálogo de Raças reconhecidas pela COM.

O Lancashire atual é igual ao Bossu Belga, numa segunda versão em ambos os casos muito distante no momento da original.

Sua reconstrução é baseada nos únicos canários que podiam ocasionar alguma base, como o YORKSHIRE por seu corpo e o CREST por seu topete.

O trabalho é árduo e tremendamente difícil, precisa de uma alta dose de paciência e tempo. As metas buscadas são:

-Aumentar a estatura que atualmente não supera os 18 centímetros;

-Modelar a forma do corpo estilizando o bloco que forma os Yorks;

-Conseguir uma plumagem mais extensa que a atual;

-Obter um topete típico, em forma de ferradura.

Essa reconstrução está progredindo, mas muito lentamente. Na última Exposição Internacional de Reggio Emilia, tive a oportunidade de poder observar atentamente os Lancashires expostos junto com meu amigo e colega Giuliano Passigniani, concordando que os progressos são evidentes, mas o caminho a percorrer ainda é longo.

Toda comparação é muito difícil, havendo conta que a versão original só existe no papel e atendo-se conforme o padrão, resta ainda muito trabalho a ser feito.

Na minha opinião, conforme se consiga melhorar o corpo, que em muitos casos são todos do Yorkshire, a silhueta do pássaro, ganharia muita atenção. Penso que o LLARGUET ESPANHOL poderia contribuir bastante a esse respeito.

Há algum tempo, li uma tradução da revista inglesa “Old Varieties Association” que dizia: “No dia em que algum afortunado criador de Yorkshire, ou seja, Lancashire, venha a nascer um pássaro que ao chegar a adulto tenha dois centímetros a mais que o normal, estaremos quase no final desejado, pois o aumento da estatura deve ser produto de uma mutação, nunca por uma seleção”.

Aficionados e juizes se perguntam porque não se muda o padrão ajustando-o a realidade. A Federação Inglesa e a COM não se pronunciam a respeito, porém a lógica nos leva a conclusão de que persegue que os aficionados continuem motivados na busca de alcançar, mesmo que em longo prazo, a maior perfeição possível.

Nós juizes temos uma grande responsabilidade e devemos manter uma atitude positiva, destacando o bom do pássaro e evidenciando o negativo para susceptível melhora, porém nunca dando pontuações excessivas que nas circunstâncias atuais, o pássaro não ,pode alcançar nem tão pouco caindo por terra às ilusões dos aficionados.

Desenho e Padrão Oficial da COM

Topete e Cabeça

Topete: Em forma de ferradura, somente na parte dianteira. As penas nascem de um ponto central. A parte posterior deve contundir-se com as penas do pescoço sem interrupção. Deve deixar visível a metade do olho. Os topetes melânicos são admitidos, porém têm preferência os claros.

Cabeça Lisa: Forte e ligeiramente aplanada com sobrancelhas/pestanas bem marcados. Bico proporcional e cônico.

Estatura: 22 a 23 centímetros

Corpo e Posição: Corpo largo e esticado, peito cheio e robusto. Cauda longa e ligeiramente penteada. Asas largas com as extremidades ligeiramente levantadas dando origem à posição do rabo. Posição erguida.

Pescoço e nuca:Pescoço curto e robusto marcando nuca e garganta.

Costas: Larga e maciça. Ombros cheios e arredondados.

Plumagem e patas: Plumagem lisa, abundante e larga. Patas largas e ligeiramente flexionadas.

Cor: Somente lipocromo amarelo ou branco, sem manchas melânicas.

OBS: No Brasil é aceito os canários pintados e melânicos."

fONTE:Juan Moli Camps
Revista CPCCF Junho /2000
Pesquisa José Luís R. de Oliveira
Tradução Adriana G. de Oliveira

A arte de Criar Lancashire

Fotografia: Autor Desconhecido


"I INTRODUÇĂO

Os canários Lancashires são, na realidade uma raça reconstituída, a versão antiga já era bem conhecida há mais de 200 anos na Inglaterra. A origem deste canário gigante nunca foi bem documentada, entretanto, acredita-se ter evoluído a partir de canários holandeses. A versão original da raça extinguiu-se durante a Segunda Guerra Mundial. O que temos atualmente é zootecnicamente falando uma raça reconstituída, nesta reconstruçăo que terminou nos anos 50, foram usadas raças com pintas escuras e/ou melânicas, como por exemplo o Yorkshire e o Crested.

Atualmente os Lancashires possuem as seguintes cores de fundo: branco, amarelo intenso, nevado e melânicos (verdes), os primeiros podem portar pintas pretas. Uma das características desta raça é o topete em ferradura, que é um fator dominante. Este gigante pode atingir 23cm de comprimento.

II ALIMENTAÇÃO

Como para todos os canários a alimentação básica são os grãos, dentre estes destacam-se: alpiste, coisa, aveia, níger, nabăo, linhaça e perila. Geralmente as verduras prediletas são couve e jiló. Na realidade os Lancashires aceitam uma grande variedade de verduras (brócolis, espinafre, almeirăo, folha de mostarda, repolho, agrião e pepino). Com relação ŕs frutas, aceitam-se frutas cítricas como laranja, tangerina e limăo (na água), consomem ainda com prazer maçă. Aceitam bem farinhadas de boa qualidade tanto umedecidas quanto secas. Não se deve esquecer que um Lancashire tem o apetite compatível com o seu tamanho, não o alimente como se fosse um canário de cor ou raça espanhola.

Deve-se tomar cuidado em não oferecer alimentos que tenham caroteno natural especialmente cenoura e derivados de milho, pois estes produtos poderão dourar demais os canários ou mesmo deixá-los com algumas penas avermelhadas. Obviamente, excluir qualquer alimento artificialmente carotenado. Há controvérsia com relação ao uso do ovo na alimentaçăo do canário. No presente caso, recomenda-se usar o ovo em metades com parcimônia, isto é, uma vez por semana, ou de quinze em quinze dias. Quando se trata da alimentação de filhotes nidícolas pode-se aumentar esta freqüęncia, mas no máximo em dias alternados.

III REPRODUÇĂO

Os Lancashires se reproduzem facilmente em gaiolas (criadeiras), desde que sejam num tamanho adequado (65 x 33 x 27cm). Em funçăo do tamanho do pássaro, lembrar que o poleiro deve estar no mínimo a 17 cm da parte superior da gaiola. O ninho próprio deve ter 11,5 cm de diâmetro de boca.

Em funçăo do seu tamanho, o período de choca desta raça dura geralmente 14 dias, năo retira r ovos com menos de 16 dias. A grande maioria săo excelentes pais, mesmo quando se trata de ninhada com quatro pintainhos. A teoria de deixar somente dois filhotes no ninho, para ficarem bem desenvolvido, carece de fundamento. Quando uma canária năo choca bem ou năo cuida satisfatoriamente dos filhotes, o melhore dar os ovos para uma ama cuidar. Os filhotes devem ser preferencialmente anilhados aos sete dias, caso contrário há o risco dos anéis năo entrarem, lembre-se o crescimento é muito rápido. Após trinta a quarenta e cinco dias, os filhotes deverăo ir para uma voadeira ou viveiro.

Ao contrário da crença popular, os Lancashires reproduzem muito bem já no primeiro ano de vida.

Entretanto, no tocante a formaçăo dos pares deve-se tomar cuidado especial pela aceitaçăo mútua dos canários, isto pode poupar muito tempo.

IV CRUZAMENTOS CRUZAMENTOS E COMENTÁRIOS

Amarelo nevado x amarelo intenso
Amarelo nevado x branco
Topete x sem topete
Amarelo nevado x amarelo nevado
Amarelo intenso x amarelo intenso
Branco x branco
Amarelo intenso x branco
Sem topete x sem topete
Topete x topete
Pintado x sem pinta
Verde x sem pinta
Verde x pintado
Pintado x pintado
Sem pinta x sem pinta
Ideal: nevado e intenso
Ideal: branco e nevado
Ideal: Topete e sem topete (1)

Somente para aumentar o porte
Năo recomendado, da o intenso pena-dura
Cruzamento alternativo, só branco

Năo recomendado

Cruzamento alternativo

Năo recomendado: topete e sem topete (2)

Comum: com pinta e sem pinta
Comum: com pinta
Comum: verde e com pinta
Comum: verde, com pinta e sem pinta
Ideal: sem pinta (3)

1 O sem topete deve ser filho de topetudo, caso contrário, os com topete deste cruzamento terăo o topete imperfeito. Lancashire sem topete, filho de com topete, tem uma sobrancelha bem desenvolvida, principalmente nos machos.

2 Este cruzamento deve ser evitado, porque a homozigose dominante (dois genes para topete) é letal.Geneticamente parece haver outras implicaçőes deletéricas e de má formaçăo congęnita nos indivíduos oriundos deste cruzamento.

3 Um canário aparentemente sem pintas, mas que tenha partes do bico ou patas pretas, bem como subplumagem preta săo geneticamente considerados com pintas e năo sem pintas. Isto explica por que, ŕs vezes, do cruzamento de dois "sem pintas" dá produtos com pintas. É comum ver-se Lancashires com topete apresentando algumas penas escuras ou pretas, estes exemplares săo com pintas.

V CONCLUSĂO

Criar Lancashire é como criar qualquer outra raça de canários, a grande diferença resume-se no seu tamanho grande que requer alojamentos maiores e mais comida. Para criá-los năo é necessário grandes experięncias, apenas um cuidado especial na hora da formaçăo dos casais.

O Lancashire é um canário cativante pela sua elegância e seu tamanho (um canário realmente de porte), e ainda pelo seu canto mais espaçado, porém poderoso (bem alto). Pode-se até dizer que é um símbolo de status.

Infelizmente existe uma série de boatos sobre este canariăo, o gigante de Manchester, que năo tem respaldo científico ou prático. Entre outras dizem que só se reproduz após o segundo ano, que săo maus pais e ainda por cima, muito frágeis."

Fonte: E.K. Bastos
Revista UPCP 2005

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