.

.
A criar canários desde 1982 - STAM 666H
Criamos atualmente - Gloster Fancy, Arlequim Português, Lipocrómico Vermelho

Telm: 968 094 048
E-mail: goncaloferreira.canarios@gmail.com
Principais Títulos

Campeão Mundial

Arlequim Português

Campeão Nacional
Arlequim Português; Gloster Fancy e Isabel Vermelho Mosaico

Campeão Internacional COM - Atlântico
Campeão Internacional COM - Reggio Emilia

Arlequim Português

Campeão CCAP - Clube Canário Arlequim Português
Arlequim Português

Best in Show Monográfica Terras do Sado
Arlequim Português

Best in Show GCP - Gloster Clube Portugal
Gloster Fancy
Mostrar mensagens com a etiqueta Lipocromo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lipocromo. Mostrar todas as mensagens

15/11/09

A Formação da Cor do Canário

"Conforme é do conhecimento geral, a cor do canário é formada basicamente por lipocromo e melaninas.

Mas, afinal de contas, o que são lipocromos e melaninas?

a) LIPOCROMOS.

Os lipocromos são formados por pigmentos chamados carotenóides que podem ser do tipo carotenos e xantofilas.

Pelo tipo de lipocromos os canários podem ser:

• Amarelo e Amarelo Marfim, pela origem dos canários ancestrais;
• Vermelho e Vermelho Marfim, pela hibridação com o Tarim da Venezuela;
• Branco e Branco Dominante, pela ausência total de qualquer tipo de lipocromo.

Ao contrário, a cantaxantina, que não existe na alimentação normal do canário, tem que ser adicionada.

É depositada diretamente nas penas, não formando reservas no organismo.

Se o fornecimento for suspenso, as penas em crescimento se tornarão mais claras, daí a necessidade da adição continuada da cantaxantina na alimentação, ao menos durante o período da muda.

ALIMENTAÇÃO X DEPÓSITOS DE LIPOCROMOS

Sendo os depósitos de lipocromo directamente influenciados pela alimentação, podemos alterar a cor original do canário, definida por seu patrimônio genético, manipulando a alimentação.

Alguns exemplos: As verduras contém pigmentos vegetais, especialmente a zeaxantina, com a forte tendência a dourar nossos canários amarelos, afetando negativamente a qualidade do lipocromo.

Quanto mais verde, mais zeaxantina a verdura contém.

É interessante ressaltar que, no caso do fator marfim, este efeito é benéfico à cor.
Ao invés de dourar o canário amarelo marfim, o excesso de zeaxantina intensifica sua cor.

O uso de um lipotrópico, produtos com base em cloreto de colina e metionina, que atue sobre o fígado, acelerando o metabolismo, intensifica a deposição do lipocromo, melhorando a cor.

A gema do ovo, o milho amarelo, o gérmen de trigo, a alfafa (muito pouco usado na ração de canários), contém muita zeaxantina, daí provocar os mesmos efeitos que as verduras frescas quando fornecidas em excesso.

Os carotenóides competem com a cantaxantina na coloração dos canários vermelhos, daí a recomendação de se evitar rações ricas em outros carotenóides quando da muda de canários desta cor. A luteína é abundante nas sementes.

b) MELANINAS

Teorias mais modernas reconhecem 3 tipos de melanina:

• Eumelanina Negra,
• Eumelanina Marrom e,
• Feomelanina.

As melaninas são formadas no organismo e depositadas nas penas por processos internos, diretamente ligados à Tirosina, um aminoácido presente no sangue dos canários.

A Tirosinase, enzima que participa do processo de oxidação da Tirosina, fabrica uma molécula em forma de oito, que associada à presença da enzima Tirosinase e a intensidade da melanização é diretamente proporcional à quantidade de Tirosina disponível no processo de oxidação.

Os processos de polimerização vão determinar a formação da Eumelanina Negra, Eumelanina Marrom e/ou Feomelanina.

ALIMENTAÇÃO X DEPÓSITOS DE MELANINA

Como o processo de melanização não depende diretamente da alimentação, não há como influenciar diretamente os depósitos.

Aditivos comerciais disponíveis no comércio de produtos para canários, que oferecem intensificação da melanização pela sua adição à alimentação foram testados e nenhum resultado significativo foi detectado.

É evidente que fornecendo-se alimento que intensifique o brilho da plumagem, por exemplo, esta mostrará melhor as melaninas do canário, bem como seu desenho, tornando-o melhor aos olhos dos apreciadores.

Assim a recomendação neste momento é fornecer um teor maior que o normal de lipídeos durante a muda para tornar a plumagem mais sedosa, com mais brilho e assim demonstrar melhor o tipo do canário."

Márcio Fernandes Juiz OBJO
Bibliografia: - Le Canari - Précis de Canariculture Maurice Pomarède - Editions du Point Vetérinaire - Como Criar Canários - Frans Kop Vade - Mécum do Criador

Avaliação do Lipocromo

"Lipocromo, palavra de difícil pronúncia pouco ouvida entre os criadores, mas de fundamental importância no que se refere a pontuação obtida por um canário, pois é responsável pela cor de fundo do canário.

O que vem a ser lipocromo?

É um pigmento vegetal que os pássaros retiram dos alimentos e após absorvidos pelo organismo é depositado nas penas, dando assim a coloração das penas.

Os pigmentos se manifestam na plumagem dos canários através das cores: amarelo e vermelho, podendo sofrer alterações na sua cor.

Caso ocorra a mutação marfim, essa mutação tem por característica diluir o amarelo e o vermelho.

É importante sabermos que a cor de branca tem ausência de depósito de lipocromo, enquanto o Canário Branco dominante manifesta lipocromo amarelo em algumas penas longas das asas.

A avaliação do lipocromo será feita através do item variedade, que consiste na análise de três elementos: grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade.

-Grau de Pureza: O canário deve ter a cor na tonalidade mais pura possível, de acordo com o exigido pela cor de referência.

-Teor Quantitativo: O canário deve expressar ao máximo seu lipocromo.

-Uniformidade: O canário deve ter seu lipocromo distribuído de forma homogénea por todo o corpo.

Os elementos de análise são usados tanta para a avaliação dos canários lipocromos (linha clara) quanto para os canários melânicos (linha escura).

A única diferença de avaliação será nos valores atribuídos na tabela de pontuação, já que para os canários lipocrômicos o item variedade é mais exigido e valorizado.

Veja tabela:

Variedade Máximo Teorico Muito Bom Bom Regular Fraco

Lipocromos
Linha Clara 30 28 26 a 27 24 a 25 22 a 23

Melânicos
Linha Escura 15 14 12 a 13 10 a 11 08 a 09

Os conceitos de muito bom, bom, regular e fraco é conseguido pelo canário, conforme sua proximidade de padrão ideal, que é o seguinte:

Fundo Amarelo

-Grau de Pureza: Lipocromo limão com menor influência possível do dourado.

-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo.

-Uniformidade: Ausência de zonas de concentração de lipocromo.

Fundo Amarelo Marfim

-Grau de Pureza: Lipocromo limão

-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário é marfim.

-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.

Fundo Vermelho

-Grau de Pureza: Lipocromo vermelho vivo.

-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo vermelho.

-Uniformidade: Sem área de concentração.

Fundo Vermelho Marfim

-Grau de Pureza: Lipocromo rosa vivo.

-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário é marfim.

-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.

A análise do grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade deve ser feita de forma independente, pois são possíveis todo tipo de combinações entre eles, mesmo que sejam avaliados em conjunto para se obter a pontuação."


Leonardo Monteiro Juiz OBJO

Revista SOBC

Últimas dos Bloggers