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26/10/09

Mortalidade na Criação II

Como reduzir a mortalidade durante a época de criação dos canários?

"São muitos os apaixonados pela canaricultura em Portugal, e também são muitos os que têm problemas com a mortalidade dos seus exemplares durante a época de criação.

Em certas ocasiões é bastante difícil estabelecer as causas da morte dos canários, mas na maioria das vezes tem origem no uso de práticas incorrectas.

Seguindo os conselhos que adiante demonstro, conseguiremos reduzir em grande percentagem o número de baixas.

A mortalidade pode ocorrer antes do nascimento (aborto) ou logo que o jovem pássaro se tenha libertado da casca do ovo.

Abortos

A morte do embrião, pode acontecer nos primeiros dias da incubação, numa etapa intermédia ou nas proximidades do nascimento.

a) As alterações cromossómicas, a presença dos pesticidas, medicamentos ou toxinas e as infecções transmitidas pelos pais são causas suficientes para que o embrião morra a poucos dias para começar a incubação.

b) A morte num período intermediário do desenvolvimento pode ser devido a uma má nutrição dos pais, os quais transmitiram aquelas deficiências aos filhotes.

Assim temos a carência de vitamina como a D3, K, B2, B5, B6, B12, biotina, o ácido fólico e outras substâncias como o magnésio, fósforo e o ácido linoleico, etc., que podem ser responsáveis para mortes nessa etapa.

Este deficit nutricional pode ser causado indirectamente ao se abusar de antibióticos, já que estes destroem a flora digestiva capaz de sintetizar algumas das substâncias anteriores nos intestinos dos progenitores.

As infecções víricas, bacterianas e fúngicas também podem ser indicadas como responsáveis nos abortos a esta altura.

c) Finalmente a morte do canário pouco antes de nascer pode ser devido à presença de genes letais ou de alterações cromossómicas.

Recordemos que na ânsia de reparar e fixar as características relacionadas à raça dos canários com que se está a trabalhar recorremos com demasiada frequência à consanguinidade, com todos os efeitos indesejáveis que isso envolve.

O défice de vitaminas como a A, D3, e K, ácido pantoténico e fólico, ou as doenças infecciosas como “famoso ponto negro” são também responsáveis pela morte do embrião.

Ás vezes o recurso a práticas tão simples como colocar banheiras aos pais para aumentar a humidade do aviário podem evitar que o passarinho fique colado dentro do ovo, já que assim ele não se conseguirá virar para romper correctamente a casca e morrerá na tentativa.

Morte após o Nascimento

Em outras ocasiões a morte ocorre após o nascimento do canário.

Algumas das causas responsáveis são:

a) Abuso de antibióticos.

É prática habitual por parte de muitos canaricultores o abuso de antibióticos nos momentos precedentes à criação e durante a mesma.

Com o pretexto da preparação para a reprodução os canários são bombardeados com cocktails antibióticos. Este mau uso dos medicamentos causa, em meu parecer, mais inconvenientes do que vantagens.

Os efeitos indesejáveis que aparecem são:

- Imunodepressão:
verifica-se que determinados antibióticos, como os tetraciclinas, deprimem o funcionamento sistema imunológico dos pássaros, com o perigo consequente de poderem estes ficar infectados por todos os agentes infecciosos oportunistas.

- Aparecimento de resistência bacteriana:
em certas ocasiões as doses aplicadas são inadequadas e são usadas durante um tempo inapropriado. Isto pode provocar que as bactérias se possam tornar resistentes a estes medicamentos, de tal maneira que quando nós necessitarmos realmente de os dar, eles já não servirão.

- Transtornos digestivos:
com os antibióticos não somente eliminamos as bactérias perigosas como também as bactérias benéficas, sendo estas as encarregadas de fabricar as substâncias úteis para o organismo do canário como as vitaminas.

- Aparecimento de infecções fúngicas:
as bactérias e os fungos estão em equilíbrio no intestino dos pássaros, razão pela qual a eliminação de um dos grupos favorece o crescimento excessivo do outro. Por exemplo, quando se abusam de tetraciclinas é fácil que apareça a candidíase.

- Alteração do desenvolvimento embrionário:
algumas substâncias como as penicilinas, tetraciclinas, cloranfenicois e as sulfamidas foram comprovadas que interferem com o desenvolvimento normal do embrião.

Embora a maioria das investigações tenham sido feitas em antibióticos antigos, como os mencionados anteriormente, não se rejeita que os novos antibióticos não sejam também perigosos.

O razoável nestes casos seria usar com precaução os medicamentos em fêmeas que estão a pôr.

b) Hipo ou hipervitaminose.

Pequenas carências de vitaminas nas fêmeas podem ser aumentadas durante a reprodução, principalmente se estas efectuam várias posturas.

É que os níveis adequados para um adulto podem ser insuficientes para uma fêmea que esteja na postura.

Actualmente é possível encontrar casos de hipervitaminose, já que é habitual que os canaricultores acrescentem suplementos vitamínicos ás papas dos jovens que em geral já vêm comercializadas com os níveis necessários da vitamina.

Este excesso vitamínico é igualmente prejudicial, assim como a sua deficiência.

c) Preparação inadequada dos alimentos.

A grande maioria dos criadores dos canários usa geralmente alimentos húmidos para favorecer a alimentação dos passarinhos por parte de seus pais.

O uso de sementes germinadas, de cus-cus ou da pápas húmidas pode ser prejudicial se não estiverem preparados correctamente ou se estiverem demasiado tempo ao alcance dos pássaros.

É que as altas temperaturas e a humidade favorecem o aparecimento de fungos e bolores dos alimentos, não sendo estranho que os passarinhos de muitos aviários sofram de infecções como a candidíase.

d) Higiene Deficiente.

A época do nascimento dos jovens é um estágio de muito trabalho para o canaricultor, razão pela qual às vezes a higiene é um aspecto que se esquece mais um pouco.

Isto favorece as infecções bacterianas intestinais que se traduzem nas diarreias dos passarinhos.

Noutras ocasiões, com a intenção de manter mais quente o aviário produz-se uma má ventilação das instalações com os consequentes problemas respiratórios (dificuldade respiratória, sinusites, etc.) nas aves.

Estas são algumas das causas da mortalidade entre os canários jovens.

Lamentavelmente não são as únicas mas somente aquelas que mais facilmente podem ser evitadas.

Nas situações da perda de vida generalizada é aconselhável requerer os serviços de um veterinário perito em aves."

Enrique Moreno Ortega - Veterinario especialista en Aves

Mortalidade na Criação

Filhotes que morrem no ninho

"Todos os anos uma grande quantidade de filhotes morrem durante os dez primeiros dias de vida.

Diagnóstico:
Colibacilose, Salmonelose, Micose.

Estas bactérias citadas são as causas de inúmeras perdas todas as temporadas, com subsequente desconforto e impotência do criador.

Sabemos todos, e inclusive já nos ocorreu em mais de uma ocasião, ter proporcionado o cruzamento de mais de dez casais de canários e contabilizando no final da temporada nove ou menos exemplares.

Analisando, não se trata de dez casais com problemas de procriação; pode ocorrer talvez de três deles, porém não na sua totalidade.

Lógico é que se mandarmos investigar as causas seremos informado que quase sempre a bactéria Coli ou Salmonela é a causadora, pois vivem constantemente com os pássaros, mesmo que esses as controlem com suas defesas.

Diante dessa situação, temos nos valido de remédios, livros, artigos, sem resultado positivo, e, desse modo transcorreu-se a temporada.

Noutras ocasiões e diante a incompetência, recorremos aos companheiros em criação que nessa temporada lhes tenha sido satisfatória, pedindo-lhes informações e segredos de criação. Nosso amigo, que sempre pena de nós, nos conta o que sabe e o que vem a saber.

Fornece ainda uma ração do seu preparo.

Ensina-nos a receita e visita o local de criação.

Acreditamos que este é um santo remédio e que tudo mudará.

No final de alguns dias tudo continua igual e os próximos nascimentos morrem diante de nossa competência.

Recorremos de novo a outros criadores.

Obtemos informações e testamos todas elas.

Uns nos aconselham dar tal medicamento, outros nos sugerem sulfas ou antibióticos, os mais naturalistas sugerem cenoura ralada misturada.

Vamos ao herbário.

Compramos germes de trigo, pólen, extracto de algaroba, mel, proteínas.

Variamos todo os sistema, preparamos diversas massas e rações de pintos com leite, cereal de bebé e vitaminas.

Na terceira ninhada competimos com a dona da casa, pois a cozinha mais se assemelha com um laboratório.

Usamos a moedora de carne para moer sementes de cânhamo.

Enquanto isso fervemos sementes de rabanete que segundo nos disseram são infalíveis.

Em uma vasilha colocamos de molho uma medida de sementes negras que também disseram ser maravilhosas e que as fêmeas avançam nelas com muita gula.

Já ia me esquecendo, noutra boca do fogão uma caçarola com água fervendo e três ovos.

A televisão está transmitindo um jogo de futebol.

Todos estão atentos menos àquele que está cuidando dos ovos para que não fervam mais de 9 minutos, pois li em algum lugar, que se passarem da fervura a gema fica azulada e pode ser indigestos e tóxicos.

Ninguém pode usar a pia porque a verdura tem de fica de molho com água em solução caustica por toda à noite, conforme outro dos segredos vem guardados.

No Domingo, com desculpa de levar os meninos para passear, vamos ao campo recolher umas ervas chamadas de nabiças com as quais o tio Pepe conseguia dezenas de canários.

Durante a temporada trocamos, várias vezes de mistura. Algumas vezes com alpiste, outras com aveia e cânhamo em separado.

Parecíamos espiões industriais, pois estamos, como se diz à sociedade, absorvidos pelo assunto.

Desse modo durante anos e anos.

Viramos investigadores, biólogos e veterinários.

Lemos tudo, aprendemos a conhecer fórmulas.

Familiarizamo-nos com as vitaminas, proteínas, carboidratos e minerais.

Conhecemos, além disso, todos os nomes dos aminoácidos na ponta da língua, o que em nenhum dia conseguimos aprender os nomes dos reis visigodos.

Somos invadidos por toda classe de preparos nacionais e internacionais.

Começamos nós mesmos a preparar as nossas próprias formulas.

Ficamos isolados, pois nossos amigos amadores timbraram pelo caminho do aprendizado e hoje em dia os vemos transformados em pescadores ou catadores de cogumelos.

Nosso caso, deve-se tratar de genética.

O que anima a nos empenharmos a fundo nesse desafio é tentar reproduzir este fenómeno que se chama criação em cativeiro.

Ah! Já ia me esquecendo do início desse artigo: Por que morrem os filhotes no ninho???

Descobrir isto causou muitos anos de tentativas frustrantes.

A causa da maioria das mortes é, sem dúvida a falta de água ou de líquidos para digerir a ração e as massas actuais, na maioria das vezes muito ricas e indigestas, longe estão os tempos em que os nossos avós criavam de forma natural, com cardo, pão duro amolecido, alpista e maçãs.

Na primeira semana de vida os filhotes duplicam seu peso a cada dia, e 75% compõe-se de água.

Os três primeiros dias passam sem incidentes nenhum.

No quarto ou quinto dia os examinamos a tarde. As ninhadas alimentadas.

Que satisfação.

No dia seguinte perderam peso.

Encontram-se menores que no dia anterior.

Começa o retrocesso.

As gorduras acumuladas em torno da cintura desaparecem rapidamente.

A cor se torna avermelhada.

Pedem insistentes por comida.

Não é isso que precisam, mas sim água.

No dia seguinte não tem forças para levantar a cabeça.

A mãe insiste em dar-lhes comida, eles não reagem, não podem levantar a cabeça, a fêmea, ante negativa, se deita sobre eles.

Não podendo digerir a comida, também ela adoece de indigestão.

O ninho começa a molhar-se, pois os excrementos são líquidos e a fêmea não pode limpá-lo.

É então quando atacam as bactérias coli e salmonela sem que nada se possa fazer, pois os filhotes estão muito debilitados, e tudo ocorre no espaço de dois dias.

Esta sintomatologia é evidenciada quando a fêmea salta do ninho e sua barriga está húmida e suja.

Sempre se disse que a fêmea suava sobre os filhotes e esses morriam, quando na realidade são os excrementos destes mais a febre e o suor que sujam a barriga da fêmea.

Uma observação lógica de que estes filhotes não estavam doentes é a seguinte:

Se estivessem contaminados por alguma bactéria, a maioria haveria de morrer dentro dos ovos ou nos dois dias seguintes ao nascimento.

Quando sempre atribuímos ao azar de bactérias, responsabilizando-as por todos os males.

Se tivéssemos nos preocupado mais com os devidos cuidados dos reprodutores, não existiria a maioria dos problemas.

Como fornecer líquido aos filhotes?

Fornecendo maçãs, cuscuz, pão humedecido, sementes fervidas e verduras.

Nos três primeiros dias de vida os filhotes são alimentados pela mãe com papinhas líquidas e semi-digeridas.

A partir do terceiro dia convém dar pela manhã um pedaço pequeno de maçã, se possível do tamanho de uma noz ou menor.

Na ração adicionamos sementes fervidas e humedecidas.

Quando os filhotes depositarem os excrementos na borda do ninho, já se pode dar maçã à vontade.

Principalmente nas raças de cores modernas, se lhes damos maçã em excesso a mãe, ou algumas mães, os alimentam quase que exclusivamente de maçã, resultando fezes demasiadamente líquidas e de difícil limpeza pelas fêmeas e que se pode terminar com a ninhada.

Este assunto de criar pássaros se pode comparar com os primeiros meses de vida de um bebé, em que os cuidados de limpeza de fraldas e alimentação suave são primordiais.

O pão húmido (um pedaço pequeno) também é interessante.

A verdura, se não se trata de canários timbrados ou de raças resistentes com o cobre é conveniente deixar para Segunda ou terceira alimentação e fornecê-la a partir dos quinze dias e sempre gradualmente.

Finalmente, um sistema inovador de água é o cuscuz.

Trata-se do gemem de trigo duro separado do grão.

Nos países árabes é usado para preparar um prato típico, o Kibe.

Em canaricultura, pássaros exótico e outros, se emprega o cuscuz para misturar com ração, trazendo humidade e tornando-as mais apetitosas e acima de tudo conseguindo o aporte de líquido necessário para a perfeita digestão da comida.

Como preparar o cuscuz?

No caso do prato culinário árabe, não sei.

Porém na avicultura é o seguinte:Á noite, ou horas antes de preparar a ração, põe-se uma quantidade de cuscuz de molho com o dobro de água.

Nesta água pode acrescentar algumas gotas de complexo vitamínico.

Se usar algum remédio é conveniente não colocá-lo junto com o cuscuz de molho, é sim, colocá-lo no final para que não perca parte de sua eficiência em muitas horas de água.

Se preparar o cuscuz à noite, é conveniente guardá-lo na geladeira para que o calor não o azede.Resumo de alguns conselhos úteis.

1 - Não dar alimentação demasiado forte nos primeiros 5 dias.

2 - Nunca dar misturas de sementes a partir das 6 horas da tarde.

3 - Se houver oportunidade, dar a ração de manhã e depois do almoço. Sempre na quantia exacta.

4 - Não variar e não acrescentar nenhuma mudança brusca na alimentação.

5 - Não se preocupe em demasia se alguns filhotes não estão alimentados a noite, pois a natureza é sadia.

6 - Se, por exemplo, se tem 10 casais e uma média de seis funcionam, tudo corre bem.
Deixe que eles continuem seu sistema e no final da temporada terá conseguido 60 pássaros.

Pode guardar os outros quatro casais para fazer uma investigação.
Não tente fazer alguma mudança em todos os casais porque estes quatro não funcionam.

7 - Não mude os filhotes doentes no último momento para que uma fêmea sadia, pois dificilmente os salvará. Ela é que pode adoecer, principalmente se é uma fêmea."

L.Bellver

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