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20/01/10

Mutação Urucum


Apresentação da Nova Mutação de Canários "Urucum"



"HISTÓRICO

Surgiu a meados da década de 90 na cidade de Resende, no canaril do Sr. e Maércio Laranjo. Temos dedicado mais de 10 anos à sua fixação, reprodução, estudo e melhoramento com verdadeiro sucesso.

ORÍGEM DO NOME

“Urucum” é o nome de uma planta nativa brasileira (Bixa Orellana). A semente dos seus frutos, de cor vermelha, é utilizada pelos índios para pintar a pele nos seus diversos rituais.

CARACTERÍSTICAS FENOTÍPICAS

Esta mutação tem como características fundamentais, o depósito de lipocrômo em áreas córneas tais como bicos e patas, assim como nas bordas das penas dos nevados e mosaicos.

Nos canários nevados e mosaicos, a tonalidade do pigmento depositado nas bordas, é diferente da cor de fundo, conferindo à plumagem uma tonalidade “aveludada”, completamente diferenciada dos clássicos.

Esta mutação não altera a tonalidade das melaninas.

O fator marfim, afeta diretamente esta mutação, observando que os canários marfins, apresentam as mesmas características acima descritas, só que em tonalidade diluída.

A subplumagem dos canários de linha clara é branca assim como nos normais.

O bico é mais brilhante do que nos canários normais.

As características descritas são claramente visíveis tanto nos canários lipocrómicos como nos melânicos.

Pelas características acima descritas, esta mutação é absolutamente inconfundível e de rara beleza.

TRANSMISSÃO E SELEÇÃO GENÉTICA

A mutação “Urucum” é autossômica recessiva, e apresenta dominância total. Machos mutados, cruzados com fêmeas normais somente darão exemplares ancestrais portadores.

Não existem exemplares intermediários. Logo no nascimento, podemos diferenciar os filhotes normais dos mutados.

Assim como na plumagem, a intensidade vermelha no bico e patas varia entre cada exemplar, dando espaço para um criterioso trabalho de acasalamento, tendente à aumentar a cor vermelha viva das regiões córneas.

INFORMAÇÕES GERAIS

A mutação Ametista é a primeira que afeta de alguma forma e diretamente a pigmentação lipocrômica do bico, patas e região branca da plumagem dos exemplares nevados e mosaicos.

Inicialmente, a maioria dos exemplares apresentavam alguns problemas neurológicos, com sintomatologia de falta de coordenação motora. Este problema foi solucionado à traves de rigorosa seleção genética, utilizando na reprodução exemplares mais sadios, e atualmente esse problema está praticamente erradicado em sua totalidade.

As fêmeas tinham inicialmente dificuldade reprodutora, mas atualmente tem desempenho reprodutor igual às fêmeas ancestrais.

Também é a primeira que adiciona alguma pigmentação inexistente nos canários ancestrais, pois todas as outras tem características inibidoras, diluidoras, de inversão, de eliminação, etc.

Sua identificação é inconfundível e os exemplares mutados são de beleza indiscutível.

É a primeira mutação surgida e apresentada no Hemisfério Sul."

Fonte:Alvaro Blasina

11 Anos de Urucum


"Caro amigo criador.........parece mentira, mas já se vão 11 anos desde que chegaram às nossas mãos os primeiros exemplares de canários inicialmente chamados de “bico vermelho”. Eles surgiram no criadouro dos Sres.

Maercio Laranjo e Rogério Diniz que, muito amigos e parceiros de criação, perceberam que de fato estavam nascendo exemplares com características diferenciadas do normal.

O Sr. Laranjo me comentou ao telefone sobre a “descoberta” e tentei encoraja-lo à dar continuidade ao trabalho, com vistas à verificar se de fato se tratava de uma mutação.

Interessado na adquisição de alguns exemplares do meu criatório, o Sr. Laranjo me propus uma troca por alguns desses curiosos canários e eu, embora jamais tivesse visto esses pássaros, tomado pela curiosidade, aceitei na hora.

Vieram 2 machos que de fato tinham características inegávelmente diferentes, porém apresentavam sérios problemas de coordenação motora, o que tornava ainda muito maior o desafio de alcançarmos algum resultado positivo na reprodução.

Estava então lançado um desafio.

Um enorme horizonte onde não tínhamos idéia aonde poderíamos chegar.

A esperança era grande, mas as probabilidades de comemorarmos os resultados fantásticos hoje obtidos e que nos reconfortam, eram de fato remotas.

Várias barreiras deviam ser superadas.

Primeiro desafio:

As características diferenciadas correspondiam à uma mutação?

Precisavamos pesquisar se as características apresentadas correspondiam de fato à uma mutação ou não.

Assim, o primeiro passo era fazer “portadores” para depois, por retro cruzamento tentar a obtenção de exemplares puros.

Na primeira etapa, já descartamos a possibilidade de se tratar de mutação ligada ao sexo, pois de machos puros nasceram fêmeas tradicionais não mutadas fato que eliminou totalmente essa hipótese. Restava então a esperança de se tratar de mutação autossômica recessiva.

Na segunda geração, depois de perder o único exemplar puro que tínhamos adquirido do Sr. Maercio Laranjo, cruzamos meio irmãos entre si, e supostamente portadores da mutação.

Como o fator sorte estava do nosso lado, tivemos a indescritível emoção de ver os primeiros filhotinhos recém nascidos com o bico totalmente vermelho e perfeitamente diferenciado do bico isento de pigmento lipocrômico dos clássicos.

Foi sem dúvidas um dos momentos mais marcantes e emocionantes que já tenhamos vivido na canaricultura.

A primeira barreira estava superada. De fato se tratava de mutação autossômcia recessiva, inconfundível e fantástica pelas suas características.

Segundo desafio:

Fixar a mutação e aumentar a rusticidade.

Era preciso agora fixar esta mutação multiplicando o número de exemplares puros de forma a evitar que a mesma se perdesse.

Os exemplares mutados apresentavam sérios problemas de rusticidade e notórios problemas de coordenação motora. Não tínhamos meios científicos de determinar se tratava-se de problema neurológico, de visão ou de qualquer outra índole.

Cientes de estarmos frente a um duplo desafio, topamos fazer um planejado trabalho de fixação da mutação buscando ao mesmo tempo conferir rusticidade aos exemplares mutados.

Assim, cruzamos os canários puros com fêmeas excelentes criadeiras das mais variadas origens buscando a fixação de rusticidade e aptidão reprodutora.

Percebemos nitidamente dois aspectos muito importantes:

1) a manifestação de problemas de coordenação motora variava em intensidade entre os diferentes exemplares puros, o que dava um nítido indício de que por seleção genética, usando os exemplares com menor ou nenhum problema, poderíamos chegar à pássaros com comportamenteo totalmente normal;

2) a intensidade da cor do bico também variava entre os diversos exemplares, o que indicava que por seleção genética também conseguiriamos exemplares com o bico à cada vez mais vermelhos.

As primeiras fêmeas puras que obtivemos tinham péssimo comportamento reprodutivo.

Não tinham disposição para construir o ninho, nem chocar e muito menos tratar dos filhotes.

Isto nos levou a trabalhar sempre com fêmeas portadoras que por sua vez manifestaram extrema disposição como mães.

Os machos, embora apresentassem sérios problemas de coordenação motora, se mostraram com libido acima dos normais e altíssimo nível de fertilidade.

Terceiro desafio:

Identificar as características técnicas e sua transmissividade genética

A intensidade do vermelho do bico desses pássaros varia bastante, de tal sorte que, como na plumagem, futuramente poderiam ser mais valorizados os canários com vermelho mais vivo no bico, fruto de aprimorada seleção genética.

Uma das constatações mais surpreendentes foi, no entanto, a de que o diferencial destes canários não está somente no depósito de lipocromos no bico e patas, mas que a borda branca das penas dos canários nevados não é mais branca e apresenta também depósito de lipocromos de tonalidade mais diluída do que na cor de fundo, proferindo à plumagem uma coloração de beleza impar e características jamais vistas.

Fizemos alguns cruzamentos com canários brancos recessivos na tentativa de obtermos canários brancos de bico vermelho. Depois de várias tentativas chegamos à conclusão de que o fator recessivo, além de inibir o depósito de lipocromos na plumagem, também inibe o depósito dos mesmos nas regiôes côrneas (bico e patas).

Por outro lado pudemos constatar claramente que a mutação “marfim” afeta diretamente o depósito de lipocromos no bico e patas, sendo que os canários marfims apresentam bico e patas cor de rosa, ou seja com vermelho diluído a semelhança do que ocorre na plumagem.

A apresentação na Europa

Por ocasião da nossa visita à Exposição Internacional de Reggio Emília em 2003, tivemos a oportunidade de apresentar alguns exemplares da nova mutação.

O sucesso foi tal que na própria inauguração do evento e perante as Autoridades Presentes, o Sr. Presidente da Associação local convidou todos os presentes para ver “ a novidade de Reggio Emília 2003” para a nossa surpresa, todos foram levados perante os nossos canários onde foi feito um pequeno discurso e recebemos pessoalmente os parabéns pelo trabalho realizado.

Recebemos naquela ocasião palávras de estímulo do Sr. Pierre Groux que muito nos entusiasmaram à continuar.

O nome

Na busca de uma nomenclatura tipicamente brasileira, e uma vez constatado que a raridade destes canários não se limita exclusivamente à pigmentação do bico, e por sugestão do Sr. Agenor Zanette batizamos estes canários de “URUCUM” em homenagem à essa planta da nossa flora que tanto vínculo tem com as raízes culturais deste país.

O atual estágio

Hoje dispomos de mais de 40 casais desta belíssima mutação.

A etapa final é o melhoramento das características de concursos tais como variedade, categoria, tipo, etc.

A enorme quantidade de exemplares descartados inicialmente, de gaiolas dedicadas a um projeto que nenhum resultado aportaria do ponto de vista competitivo imediato, sempre foram mais um estímulo para ir adiante e buscar a excelência destes pássaros.

Hoje recebemos inúmeros e-mails de vários países do exterior tal com França, Holanda, Bélgica, Itália, Espanha, Canadá e Estados Unidos, além dos países sul americanos. Fomos entrevistados pela famosa Revista ALCEDO (maior publicação mundial de ornitologia) onde além de matéria de 4 páginas, estes canários foram incluídos no Grande Livro de Canaricultura por eles publicado.

Recebemos pedido oficial da Federação Holandesa para fazer uma matéria sobre o nosso trabalho com fotos na primeira página destes incríveis canários.

No Brasil temos informações de alguns criadores amigos que também obtiveram belos exemplares tais como Biq Canaril, Carlos Lemo (topete alemão Urucum), Adriana Duarte, etc.

Hoje existem registros de ocorrência de canários com características similares na Espanha, Bélgica e Estados Unidos.

Recebi várias consultas sobre a minha experiência ao respeito, e pude verificar que esses criadores estão ainda tentando superar as primeiras etapas na tentativa da fixação desta mutação.

Na temporada de cria de 2006, estamos tento muito sucesso na reprodução de exemplares puros, como podem verificar nas mais recentes fotos destes canários que sem dúvida chegaram para ficar.

O trabalho está pronto.

Os resultados superaram as nossas expectativas. O reconhecimento internacional e por sobre tudo, o prazer de ver à cada ano pássaros mais bonitos nos convencem de que valeu a pena todo o esforço e trabalho silencioso realizado nestes útlimos 12 anos.

Entendemos que uma “Nova Mutação” para ser aprovada deve acima de tudo atender os seguintes conceitos:

Características próprias de beleza e identificação

Número suficiente de exemplares que garantam a continuidadeda mesma.

Estamos convictos de estarmos frente a um caso onde as idéias acima são incontestávelmente atendidas.

Este trabalho silencioso de vários anos foi feito com o entusiasmo e a convicção de estarmos perante a pioneria idéia da primeira Mutação ocorrida e fixada no Hemisfério Sul.

O BRASIL ostenta hoje uma posição de absoluto destaque no hâmbito internacional pelo padrão de qualidade so nossos exemplares, pelo fantástico Pavilhão de Exposições, e acreditamos que certamente será motivo de orgulho também pelo trabalho específico realizado com estes belos pássaros.

É ao BRASIL que me recebeu, deu a família, os inúmeros amigos e a felicidade de viver no fantástico meio da ornitologia que dedico todas essas horas de empenho."

Por Álvaro Blasina

Mutação Urucum - Bico Vermelho

"Surgiu em Resende, mais precisamente no criadouro do meu grande amigo Maércio Laranjo, em 1994 o primeiro filhote de bico vermelho.

Ao visitá-lo, coisa habitualmente feita toda semana, no criadouro sempre me é mostrado ninho por ninho.

Ao ver um ninho de um casal de Vermelho com três filhotes, percebi que um deles tinha o bico vermelho. Brinquei dizendo que ele havia data tanto carofil ao canário que até o seu bico havia ficado vermelho.

Na semana seguinte, a cor do bico se manteve.

Foi aí que, ao pegar o filhote na mão e examina-lo, percebi que a cor do bico era realmente vermelha; uma Rubina de Bico Vermelho.

Mais uma ninhada de três filhotes e mais um de bico vermelho; sendo o primeiro uma fêmea e o segundo um macho.

Este último morreu ao acidentar-se na gaiola.

A Rubina não procriou pois perdera gradativamente a visão.

Os filhotes, irmãos dos de bico vermelho foram para o meu criadouro e, no ano seguinte, acasalei uma das fêmeas com um macho de outra linhagem.

Para minha surpresa, nasceram filhotes de bico vermelho.

No total oito puros (cinco machos e três fêmeas), e vários portadores.

Os filhotes puros (de bico vermelho), apresentavam periodicamente problemas de visão, ou seja, alternavam períodos em que enxergavam normalmente com períodos de perda parcial da visão.

O Maércio Laranjo, falando com o criador Álvaro Blasina, despertou nele interesse em adquirir um exemplar; enviamos-lhe dois machos puros.

O Sr. Álvaro tirou alguns filhotes destes dois machos, todos portadores, e no ano seguinte, trabalhando com os portadores, obteve vários puros, apresentando uma matéria na revista Brasil Ornitológico n?0? 31.

Outro criador de Resende, o Sr. Armando Camargo de Oliveira também adquiriu uma fêmea portadora, que, acasalada com um macho de sua criação (sem nenhum parentesco), deu, entre outros três filhotes puros, sendo dois machos e uma fêmea.

Este ano, o fenômeno se repetiu na criação da Bernaceli Beraldi, onde também nasceu um filhote apresentando a mesma característica.

O que tem nos surpreendido é o comportamento genético desta mutação, bastando uma fêmea portadora para que saiam na prole indivíduos puros, machos e fêmeas.

Outro fato interessante é que, além do bico, possuem também para e unhas avermelhadas.

Há também uma considerável mudança na plumagem que se apresenta mais sedosa e macia.

Os acasalamentos até agora só foram feitos entre portadores, ou entre puros e portadores.

Ainda não acasalamos puros x puros.

Neste ano já será possível esse acasalamento e com isso descobrir mais sobre essa “mutação”.

Alguns cruzamentos foram feitos com pássaros da linha escura (buscando maior rusticidade) e este ano pretendemos cruzar com Brancos para tentar transferir “o bico vermelho” para um pássaro branco.

Em dois anos pode-se chegar lá !

foto 1 (Ã esquerda filhote vermelho nevado macho de bico vermelho.

à direita filhote vermelho fêmea de bico vermelho.)

foto 2 (À esquerda, filhote apresentando bico vermelho antes da muda.

À direita, vermelho nevado bico vermelho, já mudado.)


foto 3 (Dois machos vermelho intenso de bico vermelho já mudados.)

foto 4 (Detalhe dos pés de dois filhotes: o da esquerda bico vermelho, apresenta pernas e pés de cor acentuadamente diferente de um pássaro normal.)"


Rogério Diniz – Juiz OBJO
Revista AICC 1998
Arquivo editado em 26/Ago/2001

Urucum - Uma Curiosa Mutação

"Teve a sua primeira aparição em 1994, no canaril do meu amigo Maércio Laranjo.

Filhos de um casal de canários vermelhos da linha clara, apareciam filhotes com uma coloração vermelha no bico e avermelhada nas patas.

0 amigo Laranjo me relatou esse fato e naturalmente fiquei curioso por ver esses exemplares.

0 Sr. Laranjo estabeleceu uma ”parceria” com o também amigo e juiz OBJO Rogério Diniz, que levou esses canários em virtude de que o Laranjo somente estava criando canários sem fator.

Estes canários, além de apresentarem o bico vermelho, tinham uma estrutura de pena diferente, algo ”aveludada”, e alguns problemas de falta de rusticidade, apresentando algumas dificuldades visuais, etc.

Em 1996, o amigo Laranjo me disse que estava interessado em adquirir alguns exemplares da minha criação e propus fazer uma troca com algum desses ”bico vermelho”.

Aceitei e foram enviados 2 machos que efetivamente apresentavam essas características.

Esses exemplares mostravam-se de fato com notórias dificuldades de visão e pouco ativos.

Um deles não era fértil e do outro tirei 3 ninhadas, sendo 2 delas com fêmeas vermelho nevado e uma com fêmea cobre, visando dois objetivos: 1) rusticidade, 2) verificar se a referida mutação poderio ter algum efeito também sobre as melaninas.

0 resultado foram 6 filhotes, todos de bico branco (normal), sendo 2 machos vermelhos nevados, 1 fêmea vermelha nevada e 3 fêmeas pintadas.

Pudemos logo confirmar pelos filhotes obtidos que esta mutação, caso confirmada, não seria ligada ao sexo.

Todos os filhotes apresentavam excelente estado de saúde e super ativos, com características fenotipicas idênticas as dos outros canários.

No inicio da cria, todos os filhotes mostraram uma excelente disposição para a reprodução, mas nos deparamos com o problema de que os canários de bico vermelho vindos dos Srs. Laranjo e Rogério Diniz, continuavam com problemas e a sua possibilidade de fertilidade era mínima, de forma que acasalamos os portadores entre si.

A nossa surpresa foi enorme, pois constatamos que de fato, logo no nascimento, alguns filhotes mostravam uma nítida tonalidade vermelha no bico, tonalidade esta que aumentava conforme os filhotes se desenvolviam.

Outra observação que confirmaria a condição de mutação e a de que não existe característica intermediaria.

Ou nascem com o bico vermelho ou o mesmo sai completamente branco, conforme a forma ancestral.

Aqueles filhotes de origem cobre e que apresentam o bico vermelho não mostram qualquer alteração melânica, apresentando somente a tonalidade vermelha do bico e as patas avermelhadas.

0 resultado final forma 8 filhotes de bico vermelho e 20 de bico branco que seriam possíveis portadores, caso fique confirmada que esta mutação seja autossômica.

Os Srs. Laranjo e Diniz me relataram outras curiosidades, tais como o fato de que fêmeas portadoras com machos normais e sem nenhum parentesco com os ”bico vermelho” tem dado filhos de bico vermelho.

Seria este fato inédito, pois não existe ate hoje nenhuma mutação em que uma fêmea portadora possa transmitir as características dessa mutação diretamente aos seus filhos sem que o pai seja pelo menos portador também.

No período de muda, a tonalidade vermelho vivo do bico dos filhotes diminui um pouco de intensidade e a plumagem efetivamente tem uma estrutura e tom de vermelho diferentes.

Outro aspecto curioso resulta do fato de que, ate hoje, todas as mutações aparecidas nos canários tem sido sempre diluidoras ou inibidoras tanto dos pigmentos lipocromicos como melânicos.

Trata-se, neste caso, do aparecimento de pigmentos numa área onde o canário ancestral não apresenta pigmentação lipocromica alguma, tais como o bico e patas.

Todos os filhotes puros gozam de excelente saúde e acreditamos que na temporada de 1998 poderemos expandir esta interessante experiência, objetivando o fornecimento de informações detalhadas sobre esta novidade fascinante .


foto 1 (Irmãos de ninho. mutante)


foto 2 (Irmãos de ninho. portador)


foto 3 (Filhote mutante (bico vermelho) e filhote ancestral (bico branco)


foto 4(Ã esquerda, filhote ancestral à direita filhote mutante).



(Ã esquerda filhote vermelho nevado macho de bico vermelho.

à direita filhote vermelho fêmea de bico vermelho)"


Álvaro Blasina-Juiz OBJO/COM
Revista Brasil Ornitolgico
Arquivo editado em 26/Ago/2001

Mutação Urucum - Canário Brasileiro

URUCUM – A rápida evolução da mutação brasileira

Carlos Alberto Policaro - BIQ CANARIL

"Estamos complementando o nosso artigo publicado na Revista SANO nº 27, de junho de 2006, no qual relatamos o nosso trabalho para a introdução da mutação “URUCUM” nos “Inos Lipocrômicos Clássicos com Fator”.

Há cinco anos, durante uma visita ao nosso amigo Álvaro Blasina para a aquisição de matrizes destinadas ao nosso plantel, vimos alguns exemplares de sua criação e ficamos sabendo do enorme trabalho até então desenvolvido por ele, com o objetivo de fixar a nova mutação “bico vermelho”, posteriormente denominada “URUCUM”. A propósito, o artigo técnico de sua autoria, publicado no Brasil Ornitológico nº 66 , descreve passo a passo o seu excelente trabalho de fixação da mutação. Assim que vimos os exemplares de “ bico vermelho ”, imaginamos a sua introdução nos “rubinos”. Nosso objetivo declarado era a criação de um canário inteiramente vermelho, de olhos e bico vermelhos. O objetivo foi atingido em 2005, com a criação de um Rubino Urucum Intenso (foto 1).

Foto 1 - Rubino Urucum Intenso



Em 2006, conforme prevíamos, conseguimos criar exemplares perfeitamente saudáveis, com as três mutações simultâneas, um Rubino Urucum Marfim Nevado (foto 2). Apesar da mutação “Marfim” afetar o depósito de lipocromo no bico e patas, diluindo-o, o cruzamento de exemplares “puros” resultou em exemplares marfins nevados com plumagem “aveludada”, de rara beleza.

Foto 2 - Rubino Urucum Marfim Nevado



A qualidade dos exemplares URUCUM sem a mutação INO também tem melhorado consideravelmente ano a ano, como demonstram a seqüência de fotos abaixo.

Foto 3 - Vermelho Urucum Intenso

Foto 4 - Vermelho Urucum Nevado

Foto 5 - Rubino Marfim Urucum Intenso

Foto 6- Rubino MF Urucum Nevado

Foto 7 – Rubino Urucum Intenso

Foto 8 – Rubino Urucum nevado


Entendemos que no atual estágio do pedido oficial de reconhecimento da mutação, o pedido limitou-se às cores onde surgiu e é mais evidente a fim de facilitar a sua aprovação, porém a rápida evolução da mutação certamente levará ao reconhecimento de outras cores.

Junho/2007"

Fonte: Clube SANO

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