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19/03/11

A saúde também é hereditária

Imagem: Autor Desconhecido

"Entendemos por "baixa taxa de procriação" aquela na qual ficam vivos, finalizando a muda de penas, 2 ou menos filhotes por fêmea destinada a produção no início da temporada de reprodução.

Para progredir geneticamente, ou seja, para que se possa conseguir animais cada vez mais bonitos, torna-se, antes de tudo, mais importante do que gastar com belos produtores, a obtenção de muitos filhotes para que se possa ter uma grande margem no processo de seleção. Para isto, devemos ter por objetivo, obter pelo menos o dobro de fêmeas e o triplo de machos do que foi planejado para a formação do plantei do ano seguinte.

A Baixa Taxa de Reprodução dos pássaros pode ser dividida em alguns fatores, tais como:

Infertilidade; Baixa taxa de separação dos pais; e Mortalidade pós-separação dos pais.

Infertilidade

Ê quando existe um alto percentual de ovos brancos (sem gala ou outro motivo) na postura dos pássaros.

Baixa taxa de separação

Quando ocorre uma alta taxa de mortalidade de filhotes, entre o nascimento e os 30 dias de idade (em média para a maioria das aves).

Mortalidade pós-separação dos pais

É aquela que se produz quando ocorrem perdas entre os 30 dias após o nascimento (momento em que a maioria das aves passa a se alimentar por conta própria) e os dois meses de idade.

Estes três fatores respondem a diferentes causas, mas que podem ser resumidas sob a denominação de "Erros de manejo do criador". É preciso reforçar o termo "Erros" pois enquanto não for reconhecida a responsabilidade dos criadores nos fracassos da criação, os mesmos continuarão a se repetir ano após ano.

Se os criadores atentarem para esta realidade, vão verificar que fazem mal em queixar-se de uma ave fêmea por não criar, de um macho por não galar, ou de alguns produtos que estão sendo usados e que não se sabe o que é, mas que alguém sugeriu que se usasse porque era muito bom. Sempre o erro é nosso.

Se o criador administrar ao seu plantei um determinado produto que é vendido em um frasco de plástico que diz no seu rótulo, escrito a mão, tratar-se de "Polivitaminas", "Protetor Hepático", "Digestivo", o que é que estamos administrando para eles? Em que dosagem? Qual a validade deste produto? Os animais realmente precisam de um "Protetor" para seu fígado? Ou para protege-lo do que? É preciso repensar estas questões!

Para que um criador tenha êxito em sua criação, torna-se necessário levarem consideração à tríade alimentação, luz e calor.

Esta tríade, não obstante, requer como premissa prévia, que se possua um plantei considerado sadio.

Não cabe aqui, abordar-se os aspectos relacionados às medidas de higiene do aviário e de prevenção de enfermidades, as quais são conhecidas de todos. Entretanto, é preciso reforçar aqui que o fato de conseguir manter são um exemplar que seja mais ou menos resistente a diferentes enfermidades infecciosas, as quais manifestam-se geneticamente, tanto como a qualidade do seu lipocromo ou o formato do seu desenho estrutural, é um feito muito importante.

Seria muito impreciso falar-se de enfermidade de aves, mantendo-se a prudência de não aborda a respeito de tópicos dos quais nada se sabe, mas é de extrema importância, que se busque as instruções necessárias a respeito.

A literatura não apresenta, pelo menos a nossa disposição com fácil acesso, um trabalho sério (confiável a respeito da maioria das doenças que podem acometer os pássaros de cativeiro). Ao contrário, existe um grande número de conhecimentos populares, alguns deles escritos, sem um mínimo rigor científico, o que considera-se indispensável para um tema como este.

Os criadores precisam saber que nem tudo o que é apresentado ou escrito em revistas ornitológicas são respaldados por um nível de conhecimento fundamentado por parte dos autores.

Apenas para exemplificar, é encontrado na literatura que os canários que padecem da doença nos olhos, se beneficiam do tratamento com Clorafenicol, o que é um verdadeiro absurdo, se levarmos em consideração que esta doença é produzida por um "pox vírus", e que este germem é totalmente resistente, a qualquer antibiótico.

Diante de um panorama como este, o que se pode aconselhar é que os planteis sejam formados levando-se em consideração os itens motivo de seleção e o da saúde dos animais.

É preciso registrar desde o nascimento, aqueles exemplares que se distinguem por um rápido desenvolvimento, uma separação dos pais sem contratempos, aqueles que engordam com mais facilidade, e os que completam a primeira muda de penas de forma rápida e completa. Torna-se um ponto fundamental a ser observado, o fato de o animal ser resistente a contrair afecções digestivas.

É lamentável afirmar isto, porém, é preciso descartar aqueles exemplares que ainda que tenham aparências mais ou menos normais, apresentem, persistentemente, matéria semilíquida nas fezes, ou se encontrem permanentemente com as penas próximas da cloaca salpicada por seus próprios dejetos.

Não se pode esquecer que as diarreias, sejam elas causadas por qualquer motivo, expeliam de forma contínua o organismo do animal, diminuindo assim sua imunidade, ficando o mesmo propenso a contrair afecções, e principalmente, as temidas enfermidades respiratórias.

Para concluir, sabe-se que é muito desagradável para todos aqueles que encaram sadiamente esta maravilhosa atividade que é a ornitologia, ver um exemplar no qual o criador tenha depositado tantas ilusões para um concurso, cambaleando, com suas pontas de asas separadas, seu rabo movimentando- se para cima e para baixo no compasso dos esforços respiratórios. Também é compreensível que este mesmo criador se utilize de todos os tipos de produtos que lhe recomendem, na tentativa de salvar o exemplar.

Sabe-se, entretanto, que isto nunca ocorre. Não podemos curar aquilo que não sabemos o que é. Os antibióticos somente curam algumas enfermidades bacterianas:" não parece desatinado pretender que cada vez que um pássaro se embola, seja possível cura-lo com antibióticos?"

O ideal é que se tenha um criatório com boa circulação de ar (é preciso esquecer o mito das correntes de ar nocivas). Não utilizar alimento que veicule germens (Ex. verduras) e sobretudo, individualizar aqueles exemplares que mostram claros estigmas de resistências às doenças. É um processo que se consolida com o passar dos anos, de forma progressiva, e que necessita da participação imprescindível do criador (A tríade que foi mencionado no início do trabalho), porém, isto é uma outra história."

Autor: Washington Olivera
Publicado em ACRU N° 122 – Uruguay; UCRA N° 693 – Argentina; UGCC N° 798 – Brasil e Revista SOSM Maio 2005

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