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Ovos que não Ecolodem

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"O momento que a fêmea deposita no ninho o terceiro ou quarto ovo, é o momento que normalmente nós colocamos no ninho todos os ovos da ninhada que previamente retiramos com a previsão de que o filhotes nasçam todos ao mesmo tempo, e oferecendo as mesmas oportunidades de sobrevivência.

Com tempo de eclosão previsto para treze dias, ainda que se dêem casos de eclosão aos quatorze ou quinze dias, de acordo com a constância de incubaçăo da fêmea.

Se o processo de incubação inteiro é desenvolvido com normalidade, nós encontraremos no fim deste período, um montinho de carne e de penas embolado no fundo do ninho.

Quando isto não ocorre, a preocupação começa e se não eclodem aos quatorze ou aos quinze dias, a desilusão aparece e nós normalmente abrimos os ovos.

Quando partimos os ovos, podemo-nos deparar com duas situações:

Primeiro

O embrião está vivo e a ponto de eclodir, todavia rodeiam-no vasos sanguíneos e o vitelo que nem mesmo foi reabsorvido.

Esta situação pode ser devido àquelas fêmeas que não entram na febre da incubação ou até que não puseram o último ovo e seu organismo não atinge a temperatura de incubação.

Se não continuamos a abrir os ovos, é possível que alguns cheguem a nascer.

Segundo

O embrião está morto; estando perfeitamente formados, mas por algum motivo não conseguiram romper a casca.

Quais foram as causas?
Como podemos evitá-las?

Estas são sem dúvida algumas das perguntas que normalmente fazemos.

Pois bem, as causas mais frequentes parecem ser as derivadas de:

A pouca vitalidade do filhote por motivo de criação com grande consanguinidade.

Genes letais.

Infecções transmitidas pelo aparelho reprodutor dos adultos.

Abandono de incubação por momentos muito prolongados.

Falta de cálcio na casca do ovo.

Casca do ovo muito grossa.

Ovos sujos.

A humidade ambiental.

1a. Pouca vitalidade do filhote devido à criação em consanguinidade:

Em todo o Plantel com bons reprodutores, o reprodutor de excelente padrão é normalmente usado em consanguinidade.

Isto assegura nossa linha de criação no sentido de conseguir bons exemplares muito parecidos com ao standard.

Para fixar linhas, acasalam-se pais com filhos ou até mesmo irmãos com irmãos.

Em princípio estes cruzamentos normalmente não apresentam problemas, mas, quando nós acasalamos repetidamente canários que estão muito próximos em parentesco, é quando surgem para nós problemas de vitalidade nas ninhadas.

Obteremos crias menores em tamanho e serão estas crias que sempre teremos que estar atentos, ao requererem mais cuidados.

Não existe duvida que elas normalmente sejam as primeiras baixas que teremos na criação.

Não temos que duvidar que o processo de eclosão requer o mesmo esforço para todos os filhotes e o menos fortes terão mais dificuldade ao nascer ou não nascerão.
Recordamos como age o embrião ao nascer.

O filhote está situado dentro do ovo com a cabeça no pólo mais largo e em contato com a membrana que separa a câmara de ar; estendendo o pescoço para cima consegue romper a membrana e o seu bico entra em contato com a casca.

Por meio de movimentos rítmicos vai empurrando com o bico a casca até que produza um buraco por onde, com ajuda do dente que tem no bico e com os movimentos da sua cabeça, rasgar enquanto gira lentamente.

Quando rompe todo o perímetro da casca, os movimentos de estiramento de pescoço e ombros vai separando as casca ao meio.

Pois bem, tudo isso que tem que fazer o filhote para alcançar a liberdade, causa-lhe um grande desgaste e um consumo de energia que os filhotes mais fracos não conseguem superar e morrem por esgotamento no interior do ovo, sem nem sequer romper a membrana da câmara de ar.

Para criar com consanguinidade, teremos que evitar os cruzamentos entre exemplares que estão muito próximos na árvore genealógica e sempre escolher os exemplares que mais apresentam mais vitalidade.

2a. Genes letais.

Os genes que agem para formar os Intensos brancos fatores dominantes dão-nos ovos que normalmente se desenvolvem até o oitavo a nono dia de incubaçăo, mas uns 25% da ninhada não eclodirão ao atuar estes genes sobre alguns dos ovos e estes falharão.

INTENSO x HOMOZIGÓTICO = LETAL.
HOMOZIGÓTICO x BRANCO DOMINANTE = LETAL.
TOPETE (CORONA) x HOMOZIGÓTICO = LETAL.

Devemos evitaremos, este tipo de acasalamento de Intenso x Intenso, Branco X dominante X Branco dominante e Topete X Topete, se desejarmos que nasça um número maior de crias.

3a. Infecções transmitidas para o aparelho de reprodução dos adultos.

Múltiplas são as doenças infecciosas que os adultos podem transmitir através de seu aparelho reprodutor.

As mais frequentes são a SALMONELAS e a ESCHERICHIAColi".

Por isso, é conveniente tratar os reprodutores nos meses que antecedem a criação com algum produto farmacêutico que ajude evitar esse tipo de infecção. ( desparasitação )

4a. Abandono da incubação por momentos muito prolongados:

Se durante o período de incubação continuamos a dar comida muito rica em gordura e proteínas é possível que algumas fêmeas sofram de um excesso de zelo e abandonem a incubação a meio para fazer outro ninho e outra postura de ovos.

Desaconselho o emprego de Vitamina E e de sementes germinadas enquanto as fęmeas permanecem sobre o ninho.

Também pode acontecer que tempestades à noite assustem a fêmea, que abandona o ninho e então na escuridão não encontra o caminho para continuar incubando.

Esta era a velha crença de que, quando havia tempestade, os ovos tremiam e não eclodiam; todos colocávamos uma moeda de cobre para absorver as vibrações e não estragarem os ovos.

De forma que isto não aconteça, eu sempre deixo uma lâmpada vermelha no centro do Canaril;

Se a fêmea sai do ninho à noite, e tem a visibilidade suficiente para regressar ao ninho e não incomoda em absoluto o sono dos pássaros; também é muito útil para confirmações noturnas.

Também pode ocorrer que por um excesso de zelo no macho provoque uma contínua corte á fêmea e as brigas contínuas façam com que a fêmea esteja pouco tempo no ninho.

Se observarmos isto, é melhor separar o macho e destiná-lo para cobrir outra fêmea para restitui-lo quando os filhotes nascerem.

5a. Falta de cálcio na casca do ovo:

A insuficiência de minerais faz que a fêmea tenha que utilizar a sua reserva na produção da casca dos ovos e deposite os ovos com uma casca muito final e inclusive com áreas sem casca que normalmente podem coincidir com o pólo inferior.

Devemos oferecer à fêmea abundante mineral (gritt) e osso de choco evitar esta descalcificação.

Ás vezes acontece que, ao retirar algum ovo do ninho, este esteja preso ao forro e ao erguer arranquemos levemente a casca, com o lógico desgosto.

Normalmente fica inutilizado para a incubação e deitamos fora.

Quando isto acontece, há um truque caseiro que dá um resultado bastante bom.

Consiste em recuperar a casca rompida com o verniz que as senhoras usam.

As possibilidades de incubação e nascimento são satisfatórias em uma percentagem alta, sempre que a fratura não se localize no pólo largo do ovo, onde é feito o intercâmbio gasoso.

6a. Casca do ovo muito grossa.

Uma casca muito dura pode impedir que o embrião, quando inicia seu nascimento, de partir a casca do ovo.

Sobretudo quando o embrião está escasso de forças devido a criação e consanguinidade ou infecções microbianas, antes referidas.

Os ovos são muito porosos para permitir a troca de gases e a ventilação do embrião, onde uma casca muito grossa pode impedir a troca gasosa seja realizada com êxito.

Humedecer os ovos com água dois dias antes do nascimento, suaviza a casca.

7a. Ovos Sujos.

Sempre que observamos ovos sujos devido a excrementos ou porque algum se partiu e manchou o resto, devemos limpá-los para evitar que impeça o trabalho do filhote ao nascer e ele possa morrer por esgotamento.

Colocaremos os ovos sujos em um recipiente com água morna durante dez minutos e os residos sólidos desprendem-se facilmente.

Todos observamos que uma ninhada fértil apresenta um aspecto azulado e muito brilhante, e daremos conta de que a casca já não está tão áspera como a princípio, estando mais lisa e suave.

8a. Humidade ambiental.

A humidade ambiental também influencia na boa ou má incubação.

Um ambiente muito seco pode acabar por secar as coberturas embrionárias e afogando o filhote no ovo.

Se a atmosfera é muito seca, devemos colocar humidificadores ou simplesmente deixar uma ou várias bacias de água permanentemente no Canaril.

Se o ambiente é muito húmido, seria muito útil a aquisição de um desumidificador que, com ajuda do higrómetro, manterá a atmosfera com o grau justo de humidade, que deve ser aproximadamente de 70%.

Estas oito observações são algumas das possíveis causas da mortalidade embrionária durante o desenvolvimento incubacional. "
Fonte: desconhecida

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