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A criar canários desde 1982 - STAM 666H
Criamos atualmente - Gloster Fancy, Arlequim Português, Lipocrómico Vermelho

Telm: 968 094 048
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Principais Títulos

Campeão Mundial

Arlequim Português

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Arlequim Português; Gloster Fancy e Isabel Vermelho Mosaico

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Campeão Internacional COM - Reggio Emilia

Arlequim Português

Campeão CCAP - Clube Canário Arlequim Português
Arlequim Português

Best in Show Monográfica Terras do Sado
Arlequim Português

Best in Show GCP - Gloster Clube Portugal
Gloster Fancy

21/11/09

Entrevista a Juiz de Canto

Juiz de Canto, Louis Paulo Mandelli

Raças de Canários

Raças de Canários


Parte I

Raças de Canários


Parte II

Campeonato do Mundo 2009

Parte I

Campeonato do Mundo 2009



Parte II

Campeonato do Mundo 2009

Piacenza, Italia

Campeonato do Mundo 2009

Piacenza, Italia

Campeonato Mundial 2009

Piacenza, Italia

Lizard

Lizard

Lizard

Lizard

Lizard

Isabel Pastel Amarelo Mosaico

Isabel Pastel Amarelo Mosaico

Poupa Alemã

Canário Melanicos

Phaeo Branco

Phaeo Branco

20/11/09

Plantel 2010 - Isabel Vermelho Mosaico

Inserir Imagens de Canário Isabel Vermelho Macho

Isabel - Exemplares para Concurso

Isabel Vermelho Mosaico Fêmea - 3º Lugar na Expo-Ave do COA - C.O. Antuã



"Critérios de selecção para concurso

Os canários para concurso são fruto de nossa selecção de maneira a tornarem mais belos e atractivos.

A variação de nuances de tipo para cada mutação é imensa e se torna importante a definição de padrões de forma a todos os criadores perseguirem os mesmos objectivos.

E importante então que sigamos as normas de padrão estabelecidas pelo manual da OBJO, independentemente de várias visões diferentes que possam surgir a cada ano.

Este artigo obedece aos padrões da OBJO e tenta transmitir um pouco da prática de selecção que acumulei durante alguns anos como criador e juiz.

Os Isabeis são resultantes da diluição do gene Castanho, manifestando-se assim, de forma reduzida na área de actuação das melaninas e na expressão delas.

Essa mutação acarreta no fenótipo do pássaro, uma menor actuação dos pigmentos melanicos em todas as penas do pássaro, gerando com isso uma mutaçăo de extrema beleza.

Como o objectivo do artigo é identificarmos os melhores pássaros para concurso, descreverei, por partes do desenho melanico, um exemplar óptimo.

É unânime entre todos os criadores da mutação que os exemplares que forem isentos de feomelanina serão sempre os mais valorizados.

A feomelanina, quando presente, atrapalha a visualização dos bastões e o contraste entre estes e a cor de fundo, depreciando o exemplar.

A cor da melanina é bege.

A cor castanho escuro ou bege muito claro, implica na desvalorização do exemplar para concurso, uma vez que o exemplar apresenta-se ou muito oxidado ou muito diluído.

Exemplares com excesso de diluição, ao meu ver, devem ser penalizados tanto quanto os que tendam a melanina escura.

Tente sempre seleccionar os exemplares para concurso numa luz natural clara, longe de sombras ou reflexos para evitar dissabores.

O desenho dorsal deve apresentar bastões finos e interrompidos, e em grande quantidade, começando no alto do dorso e se estendendo até no meio das asas.

Entre os bastões bege e contrastantes, é desejável a máxima expressão do lipocromo (com excepção dos mosaicos), gerando desta forma o contraste necessário a um belo exemplar desta mutação.

Bastões dorsais que não apresentarem nítido contraste com a cor de fundo desvalorizam o exemplar, como também os de tom de melanina muito escuro.

O desenho dos flancos também deve ser bege e apresentar bastões interrompidos em boa quantidade, paralelos ŕ linha das asas.

Quanto mais houverem bastões em direcção ao peito, mais valorizado será o exemplar em relação a este item.

É importante lembrar que existem pássaros com desenho de flancos pouco evidente, porém não devemos confundir ausência de desenho com despigmentação do flanco.

As remiges e retrizes devem ser bege, acompanhando o tom do desenho do dorso, e apresentam em suas bordas uma tonalidade mais clara, sinal evidente de diluição.

O desenho de cabeça deve ser percebido, porem nada consta em manuais que deva ser julgado ou valorizado como nas ágatas.

Apresentam calota, bochechas e bigodes definidos em tons bege.

Quanto mais finos forem os bastões do dorso de um exemplar, menos melanico será o seu desenho de cabeça, já que possuem a mesma estrutura de penas.

Por outro lado, nos mosaicos, que possuem estrutura de penas mais larga, o desenho de cabeça torna-se bem mais visível na calota, porém menos nítido nas bochechas e bigodes.

A envoltura se manifesta de forma diluída e deve dar ao pássaro a impressão clara de diluição.

Envoltura escura demais, dando a impressão de pássaro oxidado, ou diluída demais ao ponto de despigmentar os bastões e desenhos de cabeça e flancos, prejudicando o contraste, desvalorizam o pássaro.

Defendo que a envoltura deva ser a mais clara possível desde que não afecte o tom bege das melaninas nem apague o desenho de cabeça.

Diante de tantos detalhes a serem analisados, é natural que estabeleçamos itens de mais importância que outros, visto que um exemplar perfeito em todos os detalhes é muito raro.

Acredito que os itens mais importantes devam ser ausência de feomelanina, expressão bege da melanina, e desenho dorsal fino e contrastante com o fundo e a envoltura diluída no ponto certo (sem oxidar nem apagar).

Num segundo estágio os desenhos da cabeça e flancos.

Lembramos que este artigo se ateve a definir as melhores características de tipo para a mutação Isabel.

No entanto, além do tipo o pássaro será avaliado em variedade, categoria, plumagem, forma, tamanho, elegância e apresentação.

Concluímos, então que nem sempre o melhor exemplar de tipo será o nosso melhor exemplar para concurso e sim aquele que reunir o maior numero de qualidades em todos os itens de julgamento."

Mauro Heineck
Juiz COM/OBJO
Revista da S.O.S. - 2006
Arquivo editado em 19/02/2007


Isabel Vermelho Mosaico - 3º Lugar Expo-Ave COA - C.O. Antuã 09

Dorso e Perfil do Canário Isabel


Isabel Vermelho Mosaico

Isabel Vermelho Mosaico Macho

Isabel - Origem do Canário

Macho Isabel Vermelho Mosaico












Um das variedades de Isabel


"Esta mutação surgiu em 1957.

Pelo facto de surgirem neste ano aves com um factor de diluição melanica a que lhe deram o nome de pastel.

Esta nova mutação foi reconhecida mais tarde pela COM em Trevino (Itália).

De acordo com o standard, esta mutação constitui o segundo factor de diluição melanica (o primeiro é o que propicia o fenotipo ágata) e os seus efeitos são:

a) Redução de estrutura eumelanica;
b) Dispersão da feomelanina;


Deste modo, este tipo de exemplares não provêm de nenhuma mutação propriamente dito, mas sim de uma combinação do Castanho e do Ágata, que, mediante um fenómeno genético denominado “crossing-over”deu origem a estes exemplares.

As características típicas da Isabel são o de apresentar apenas a eumelanina castanha fortemente reduzida por um factor de diluição.

Esta diluição deve ser uniformemente visível sobre o manto sem manchas claras em determinados pontos, tais como nos flancos ou extremidades das remegis e rectrizes.

O dorso deve apresentar um desenho (estrias) como do tipo Ágata, curtas e finas, com uma ligeira marcação nos flancos.

A inter estria deverá permitir a expressão do lipocromo.

O Isabel apresenta-se nas cores lipocromicas branco recessivo, branco dominante, amarelo, amarelo marfim, vermelho e vermelho marfim na categoria Intenso, nevado e Mosaico, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são pretos.

O Isabel poderá ser afectado pela mutação satiné, possuindo um desenho melanico perfeitamente marcado.

Este desenho é formado por eumelanina castanha com um desenho idêntico ao Isabel e ausência total de feomelanina.

Deverá apresentar entre o desenho um lipocromo de fundo completamente limpo e luminoso.

O subplumagem é de cor bege claro, o bico, patas e unhas são de cor clara e os olhos são vermelhos.

Nas séries Negro, Castanho, Ágata, e Isabel, factores de diluição que deram origem às seguintes mutações:

Negro

Negro Pastel, Negro Opala, Negro Topázio, Negro Eumo e Negro Ónix;

Castanho

Castanho Pastel, Castanho Opala, Castanho Eumo e Castanho Ónix;ÁgataÁgata Pastel, Ágata Opala, Ágata Topázio, Ágata Eumo, Ágata Ónix;

Isabel

Isabel Pastel e Isabel Opala, (A mutação Isabel Opal não é julgada em exposições dado o grau de diluição apresentado fénotipicamente fazer parecer que se trata de uma ave lipocromica).

Nota

O factor pastel asa cinzenta só actua sobre as aves da série negra. E o factor satiné só actua sobre as séries diluídas (ágata e Isabel)."

Fonte: Pesquisa Diversa


Lizard Azul

Lizard Azul

Fotografia: autor desconecido

Lizard Azul - Cruzamentos

Lizard Azul

Fotografia: autor desconhecido


"Sobre o cruzamento do Lizard Azul passo a referenciar:

1 - LIZARD AZUL DOMINANTE X LIZARD AMARELO (homozigoto)
Filhos Lizard Azul dominantes Filhos Lizard Amarelos (homozigotos)

2 - LIZARD AZUL RECESSIVO X LIZARD AMARELO (homozigoto)
Filhos Lizard Amarelos portador da variadade Azul heterozigoto Filhos Lizard Azul dominantes

3 - LIZARD AZUL RECESSIVO X LIZARD AMARELO PORTADOR DE AZUL
Filhos Lizard Azul Filhos Lizard Amarelos portador de Lizard Azul

4 - LIZARD AMARELO PORTADOR DE AZUL X LIZARD AMARELO PORTADOR DE AZUL Filhos Lizard Amarelo Filhos Lizard Azul Filhos Lizard Amarelo portador de Lizard Azul

5 - LIZARD AZUL RECESSIVO X LIZARD AZUL RECESSIVO
Filhos Lizard Azul (machos e femeas) recessivos

6 - LIZARD AZUL DOMINANTE X LIZARD AZUL RECESSIVO
Filhos Lizard Azul dominante portador de Lizard recessivo Filhos Lizard Amarelo portador de Lizard Azul recessivo (este acasalamento não é aconselhável)

7 - LIZARD PRATEADO DOMINANTE X LIZARD PRATEADO DOMINANTE
(este acasalamento não é aconselhável)
Nota: filhos Lizard Prateado dominante com plumagens deficientes e muito volume de pena.

A Diferença Fenotipica entre um Lizard Azul Recessivo e um Dominante

No Lizard Azul recessivo:

O desenho apresenta-se puro sem qualquer manifestação do pigmento lipocromico na plumagem, dando uma maior evidência ao desenho dorsal e peitoral em contraste com a cor de fundo.

No Lizard Azul dominante:

Apresenta uma melhor plumagem, mais luminosa e brilhante como tal menos opaca, apresentando algumas manifestações do pigmento lipocromico, mais ou menos acentuadas (desenho dorsal, peitoral e remiges).

Como conclusão o acasalamento que aconselho é o Lizard Azul Recessivo X Lizard Azul Recessivo, pois não prejudica o desenho caractistico e típico do Lizard (spanling) e (rowings) e a cor de fundo, classica nesta variedade, apenas a plumagem pode apresentar em algumas aves uma qualidade inferior pelos motivos atrás referenciados.

Temos que ter em conta a estrutura da pena nos acasalamentos, pois devemos juntar sempre uma ave de pena curta (intensa) com uma ave de pena longa (nevada)."

Fonte: Carlos Lima
Juiz OMJ

Lizard Vermelho

Lizard Vermelho

Fotografia: autor desconhecido

Lizard Amarelo

Lizard Amarelo


Fotografia: autor desconhecido

Lizard

Lizard Amarelo


Fotografia: autor desconhecido

"A importância do adorno no canário Lizard

Pontos que se somam para criar o canário Lizard ideal

Por que razão certos criadores de canários Lizard são tão bem sucedidos nas exposições enquanto outros, com aparentemente as mesmas possibilidades, pouco conseguem.

Deve haver uma explicação racional para isso.

Temos observado detalhes que talvez conduzam a uma conclusão.

Por exemplo, para se obter sucesso com certas linhagens é indispensável que se disponha de um grande número de pássaros.

Com relação ao Lizard, no entanto, o número ideal de fêmeas esta provavelmente entre seis e doze reprodutores.

Esse aspecto, que é realmente modesto, de fêmeas, haverá tempo e condições suficientes para produzir entre trinta e sessenta Lizards por ano.

Mas tenham em mente que a nossa preocupação é produzir pássaros que se sobressaiam nas exposições.

E para isso é preciso também que o criador saiba como e o que exibir, não se preocupando apenas com a aparência do pássaro." fonte desconhecida

Lizard - Coroa

Esta pode apresentar-se de várias formas:


Foto: origem indeterminada








Coroa perfeita - Tem a forma oval, nascendo da parte de cima da mandíbula superior, passando sobre os olhos, prolongando-se até à base da nuca com a mesma cor de fundo e sem apresentar qualquer vestígio melánico.


Foto: origem indeterminada










Coroa quase perfeita - Quando o canário apresenta na coroa uma ou mais penas escuras. Cobrindo uma área que não exceda 1/10 da área total da referida coroa.


Foto: origem indeterminada










Coroa imperfeita ou partida - Mostra uma das diversas partes da coroa com desenhos típicos do dorso (escamas) que aparecem ou nascem em tamanho reduzido na base superior do bico. Tolera-se a percentagem de 10% do pigmento lipocrómico na cabeça (zona da coroa). São estes os menos apreciados pelos criadores, e por sinal, os mais numerosos. No entanto têm grande influência na reprodução, devido à importância que têm no reforço das marcações.

Quase sem coroa - Quando o canário apresenta uma ou mais penas claras na cabeça, ocupando uma extensão que exceda 1/10 da área total de uma coroa normal.

Sem Coroa - Quando o canário não apresenta coroa na cabeça, sendo desta forma privado de penas de cor clara. Trata-se de uma variedade muito valiosa, pois as marcações são mais perfeitas e geralmente mais negras. Nestes, o júri deverá atribuir o máximo de pontuação, nos casos em que as escamas da cabeça se apresentarem perfeitas.

Avaliação da Coroa:

Muito Bom -coroa perfeita -0 pontos de penalização (10 pontos).
Bom -até 20% de incidência melânica -1 ponto de penalização.
Regular -20% a 50% de incidência melânica -2 pontos de penalização.
Fraco -50% a 90% de incidência melânica -3 pontos de penalização.

Lizard Amarelo

Lizard Amarelo


Fotografia: Autor Desconhcido

Oxidação no Lizard

Lizard Amarelo


Fotografia: Autor Desconhcido

"Como fazer a Oxidação.

Tem sido criado um Tabú sobre o método de oxidação dos Lizards e é tão simples como isto:

1) Uma alimentação equilibrada nos primeiros 90 dias de vida das jovens aves, tendo como um dos elementos oxidantes a semente do cânhamo reduzida a pó e misturada na papa húmida na ordem das 100 a 150 gramas por quilo.

2) Luz solar até começar a transformação do Lizard de um simples canário verde para esta jóia maravilhosa que tanto amamos, ou seja, quando aparece o desenho dorsal.

3) Posteriormente devem ser retirados para lugares mais escuros para que a cor de fundo (o Amarelo) não seja prejudicada, pois o sol que tanto melhora a oxidação, transforma estas aves em espécimes sem brilho, tornando a plumagem opaca e menos sedosa.

4) Todos estes pontos acima referenciados fazem surgir efeitos positivos quando combinados com uma planta que se denomina "véu-de-noiva", em Latim Polygonum Auberti. Os jovens canários não tem qualquer problema digestivo pois comem a planta como se fosse uma verdadeira verdura, ocasionando uma perfeita oxidação com menos castanho.

Quando a oxidação se radicaliza, é sem dúvida um problema genético, mas parcial; os Lizards no seu património genético não acumulam totalmente os pigmentos negros, deixando-os fixar parcialmente no bico e totalmente nas unhas, ao contrário dos canários da série negra (amarelos, brancos e vermelhos) que acumulam oxidação preta no bico e patas, sem necessitarem dos cuidados atrás referidos a que os Lizards estão sujeitos (alimentação-sol-plantas).

Brevemente falarei sobre os cruzamentos desta bela ave incluindo o Lizard Azul, referindo também o cruzamento desastroso com a inclusão no património genético dos Lizards de características de canários de cor (negros)." fonte desconhecida

Lizard - Standard

Lizard Amarelo

Lizard Amarelo

Fotografia: Autor desconhecido

Lizard Azul

Lizard Azul

Fotografia: Olaf Hungenberg

Origem do Canário Lizard

Lizard Amarelo

Fotografia: Autor desconhecido

"Uma antiguidade preciosa

Nesse ponto, é conveniente que façamos uma análise de canário Lizard.

Pássaro de grande antiguidade, difere das outras linhagens no que diz respeito à troca não só de sua primeira plumagem, mas também um ano mais tarde, por ocasião de sua primeira muda, já adulto.

Ao deixar o ninho, é um pássaro indefinido na plumagem escura, exceto pelas penas claras da cabeça.

Não há nesse momento nenhum indício da metamorfose que ocorrerá posteriormente.

De um pássaro semelhante a um pardal, ele se transforma num espécime de primorosa beleza, com uma coloração emaranhada e penas que tem por fundo uma grande intensidade de cor.

A riqueza de sua policromia é coroada por um capuz de reluzentes penas claras e moldurada pelas asas e cauda de um negro brilhante.

O Lizard já adulto e em perfeita forma trocou, na sua primeira muda, as penas negras remígias das asas e da coada por penas acinzentadas e salpicadas de branco, ficando, a coloração do corpo pouco ou quase nada afetada.

A longa permanência dessa plumagem deu origem à asserção muito comum de que o Lizard é um pássaro de exposição o ano todo.

Como muitas outras variedades de canários, o Lizard é uma composição de um certo número de factores que os seus admiradores levam muito em conta.

Em certos países, como por exemplo a Inglaterra, se atribui determinados pontos a cada um desses fatores, tendo certos fatores diferentes dos que se tem em mente na Inglaterra, desde que, é claro, se conserve as características essenciais do pássaro.

Mas qualquer juiz, em qualquer país, jamais deixará de atribuir elevada importância às “escamas” que formam a sucessão de marcas bem distintas nas costas do pássaro.

E realmente, embora outros factores muito possam concorrer para a grande beleza do Lizard, são as escamas que se destacam mais em todo o conjunto formado por sua coloração.

Acontece, porém, que há quem dê importância exagerada a esse ponto, desprezando os demais.

E isso, sem dúvida, constitui muitas vezes a razão dos fracassos nas exposições.

Ao se criar um pássaro para competição, jamais se deverá subestimar a importância da qualidade da plumagem, da cores, da conformação das asas e da cauda etc.

Embora esses factores, no caso do Lizard, tenham importância menor, são igualmente decisivos pra que se obtenha um exemplar que possa ser considerado ideal.

Mesmo porque numa competição, quando dois Lizards apresentam escamas que mais ou menos se equivalem, são os demais factores que decidirão qual será o vencedor.

Certos detalhes da plumagem do Lizard apresentam tanta beleza que não raro um criador se deixa empolgar por determinada particularidade.

Certas pessoas dão a uma bela coloração negra das remígias e da cauda um valor deveras desproporcional e, outros, por sua vez, acham que toda a beleza do pássaro está no capuz.

É claro que conceitos dessa natureza só podem conduzir ao insucesso numa exposição.

É bem verdade, porém, que se um criador se deixa fascinar por determinada característica de uma variedade, o mesmo pode acontecer também com o juiz.

Mas seja como for, jamais as escamas deixarão de influir na decisão de um juiz ao julgar qualidades de Lizard.

Essa incapacidade para avaliar o que realmente pesa numa competição é a primeira razão do insucesso.

A segunda, igualmente relevante, é a incapacidade para seleccionar o casal que produzirá filhotes de alto padrão.

A grande maioria dos Lizards, como a grande maioria de todas as variedades de canários, carecem de certas características valiosas numa competição e isso diminui o seu valor.

É necessário que esse casal reúna traços que sejam valorizados nas competições, mas isso não consiste em apenas se obter os melhores pássaros de uma exposição e acasala-los.

Se assim fosse, quem tivesse mais dinheiro para gastar seria mais bem sucedido.

O criador deverá desenvolver a capacidade de avaliar o pássaro que será benéfico ao seu plantel e esse pássaro nem sempre se enquadra nos padrões exigidos numa competição.

Acontece muitas vezes que um criador super-estima um pássaro que obteve um segundo lugar numa competição em detrimento de outro que obteve quinto ou sexto lugar.

Isso trás em si o risco de que se dê maior atenção a um pássaro que apresenta boas e se despreze outro que, tendo falhado numa exposição, é portador de determinadas qualidades excelentes.

Tal pássaro, obviamente, deverá ser utilizado para conferir ao plantel essas suas características excelentes, independentemente do seu fracasso na exposição.

A questão se resumirá então em se obter a mistura exacta. "

Fonte Desconhecida

Lizard - Desenho



Lizard Azul

Fotografia: Olaf Hungenberg

"O Lizard é um dos mais antigos canários criados pelos ingleses, havendo relatos de sua introdução pelos huguenotes no século XVI.

Como a maioria das raças européias, apresentou assustador declínio à época da II Grande Guerra Mundial, mas o trabalho árduo de alguns criadores abnegados fez com que a mesma fosse preservada e chegasse aos dias de hoje.

Embora seja considerado um canário de porte, o Lizard difere das demais raças deste segmento, pois em seu julgamento se observam primeiramente marcação e lipocromo, à semelhança aos canários de cor.

Dentre todos os canários, seja de cor ou de porte, pode-se afirmar, sem dúvida alguma, que o Lizard é um dos mais difíceis de criar.

Embora os pássaros sejam muito prolíficos, a obtenção de exemplares perfeitos é bastante difícil, nascendo um grande número de canários com despigmentação nas penas, unhas brancas, penas lipocrómicas fora da área da cúpula e outros defeitos menores, como por exemplo cúpulas mal formadas ou manchadas.

Outro problema que o criador enfrenta é um certo desconhecimento sobre a hereditariedade das características do Lizard, fazendo com que cruzamentos bem planejados nem sempre terminem em bons filhotes.

Assim, são comuns os casos de casais que produzem bons filhotes num ano e péssimos na estação seguinte. Por tudo isto, pode-se resumir a criação do Lizard em uma única palavra: DESAFIO. "

Fernando Antonio Bretãs Viana
Revista Brasil Ornitológico

Satiné Amarelo Mosaico

Satiné Amarelo Mosaico Macho

Fotografia: Autor Desconhecido

Satiné Amarelo Mosaico

Satiné Amarelo Mosaico Fêmea

Fotografia: Autor Desconhecido

Satiné Vermelho Mosaico

Satiné Vermelho Mosaico Fêmea

Fotografia: Schinkel Dirk

Satiné Branco

Fotografia: Nuno Vaz

Satiné Amarelo Mosaico

Satiné Amarelo Mosaico Fêmea


Fotografia: Nuno Vaz

Origem dos Satiné

Satiné Vermelho Mosaico Fêmea


Fotografia: Schinkel Dirk

O canário satiné apareceu por volta do ano de 1960 em Argentina de um casal de isabeis clássicos.

Foram chamados de Argentinos, argent pelo país onde apareceram e inos por terem os olhos vermelhos fazendo lembrar os lutinos que tinham aparecido anos atrás.

Em poucos anos perdeu-se lhes o rasto e voltaram a aparecer na holanda dez anos depois, onde foram baptizados de satines e espalhados por toda a Europa.

A partir de então esta mutação tem sido trabalhada dando origem a dois tipos de aves, as belgas e holandesas e as do sul da Europa, Espanha, Itália, etc.

As primeiras são aves com um lipocromo muito brilhante e com o desenho centrado basicamente nas costas e muito vagamente nos flancos e cabeça, com melaninas muito finas.

São também aves com muito bom porte e de formas mais redondas.

Os outros mais fracos no porte e forma, mas com um desenho mais prenunciado por toda a ave aparecendo claramentes as estriam nos flancos e cabeça.

Satiné

Satiné

Fator Satiné

Satiné Branco

Fotografia: Nuno Vaz


O factor Satiné, caracteriza-se pela inibição da melanina negra, deixando aparecer a melanina castanha ao nível do eixo central das penas (raquis) sob a forma de estrias.

A melanina castanha é ausente ao nível das inter-estrias, como todas as melaninas, os Satinés serão julgados por TIPO, Variedade e Categoria.

Para as duas ultimas, reporta-se aos critérios de julgamento dos canários lipocromos mas com uma notação própria das melaninas.

O factor Satiné só se exprime nos Ágatas e Isabeis.

os Ágatas geralmente não apresentam estrias, ao contrário os isabeis que apresentam estrias bem marcadas, existindo assim dois fénotipos de Satinés, sendo apenas os segundos reconhecidos pela COM.
O desenho dorsal é formado unicamente com eumelanina castanha e encontra-se nas costas, flancos e cabeça.

As estrias devem ser finas e curtas e partidas entre si, as patas e bico devem ser cor de pele ,o lipocromo o mais limpo possível e luminoso entre as estrias a subplumagem deve ser bege claro.


Satiné Amarelo Mosaico Fêmea

Fotografia: Nuno Vaz

15/11/09

Phaeo Vermelho

Carophyll


"Segundo os laboratórios Roche são carotenóides pigmentares, em formas estabilizadores, de qualidade uniforme, fáceis de assimilar, sem contra-indicações, com grande rendimento.

Com base nestes carotenóides preparam-se três produtos adaptados às condições de emprego na alimentação das aves:

CAROPHILL RED possui 100 miligramas de cantaxantina por grama de produto, utilizado largamente na avicultura comercial para intensificar a coloração da gema dos ovos e também em canaricultura.

CAROPHILL YELLOW constituído por 100 miligramas de éster apocarotenóico por grama de produto, largamente utilizado na criação de frangos de corte para pigmenta-los de amarelo.

CAROPHILL ORANGE que vem a ser um complexo de mistura a base de 50% dos dois, carophill red e carophill yellow.

Até alguns anos atrás nós usávamos directamente a cantaxantina para colorir os canários, hoje usamos 100 miligramas desta por grama do produto ministrado.

A cantaxantina pura é bem mais roxa do que o carophill red e inegavelmente tem muito mais poder de coloração, sendo porém muito difícil hoje em dia a sua obtenção, sem contar o elevado preço que atinge o mercado.

De três a cinco gramas eram então suficientes para serem adicionados a um quilo de ração.

O Carophill, para se obter uma boa coloração, pode ser adicionado na base de 10 gramas por quilo de ração. "


fonte desconhecida

Fator Vermelho

Lipocrómico Vermelho Nevado Macho

"A história do canário vermelho é cheia de episódios e tentativas que remontam há quase um século.

Têm-se notícias que as primeiras experiências datam de 1895.

Porém, temos como pioneiro da canaricultura vermelha o alemão Bruno Materns, com a introdução do Tarim da Venezuela, por volta do ano de 1914.

Ainda fazendo parte do principal grupo temos Dunker, Heniger, Balsen e Dhams.

Na verdade, ainda não se conseguiu o verdadeiro canário vermelho em sua expressão máxima e muito dificilmente se conseguirá no futuro.

Recorremos sempre a complementação alimentar e, dado estes recursos, a obtenção de um vermelho por outra forma que não a atual não mais vem sendo procurada.

Salvo raras exceções com nosso Tico-Tico Rei na busca de um outro híbrido, que pudesse dar um outro vermelho à plumagem do canário, nenhuma outra experiência vem sendo tentada que se tenha notícia.

TEORIAS SOBRE O FATOR VERMELHO

Há duas teorias que explicam a assimilação do fator vermelho: uma química e outra genética.

QUÍMICA

No protoplasma da célula do canário encontram-se certos corpúsculos coloráveis do amarelo ao vermelho.

Esta origem vem desde o canário ancestral.

Porém, o canário não possui o catalisador que possibilita o metabolismo acelerar a reação bioquímica destes corpúsculos.

O catalisador para o vermelho não é o mesmo para o amarelo.

A plumagem sempre foi de lipocromo amarelo, até que ocorreu a mutação que inibiu esta cor no manto, dando origem ao canário branco, mas até hoje não surgiu mutação para o vermelho, embora saibamos que hajam dois pigmentos lipocromicos:

AMARELO VERMELHO

Sabemos também que distintos são catalisadores, para que a plumagem possa ser colorir de um ou de outro.

FATOR VERMELHO

Como foi introduzido este catalisador no canário?

Pelo Tarim Vermelho da Venezuela (spinus cuculatos)

O factor para o vermelho é livre e se comporta de forma independente de outros factores.

GENÉTICA

A teoria genética quer demonstrar que o processo de transmissão do factor vermelho para o canário teve origem na propriedade que o Tarim tem de transferir, ao híbrido de primeira geração, um gameta com o gen que contém o factor vermelho, dando origem a um híbrido heterozigoto para o caráter considerado, ou seja, um gameta com o gen para o fator vermelho herdado do Tarim e outro gameta herdado da Canária, sem o factor vermelho.

Na verdade, nem uma nem outra teoria pode ser comprovada na prática, nem a que é baseada exclusivamente nos princípios genéticos e muito menos aquela que atribui à questão um princípio puramente químico.

Há certos fatores que um indivíduo quando o recebe não perde mais, a não ser por um processo de mutação. Neste caso encontramos os biocatalizadores.

Por este motivo é que a união das duas teorias muito provavelmente deve ocorrer.

O Tarim transmite o catalisador que faz acelerar o processo para colorir a plumagem do canário, em cuja célula já se encontra o pigmento vermelho.

Não fora isto, os canários hoje em dia mais afastados, gerações várias da linha direta do Tarim não teriam mais a capacidade de absorção do carotenóide vermelho que se lhes administram.

Podemos observar ainda, que mesmo uma descendência direta se não ajudamos com substâncias que contenham cantaxantina a progênie carece de uma cor vermelha pronunciada.

Os canários de hoje continuam a colorir tão intensamente como há anos atrás, mesmo se retroagirmos duas décadas, embora lhes falte na plumagem um especial brilho que lhes dava com certos complementos alimentícios como cenoura ralada, pimentão, páprica, etc.

Há, nas células dos animais, certas enzimas cuja função é acelerar a reação bioquímica.

Sua ausência impediria esta reação ou esta se processaria de forma extremamente lenta.

A estrutura química das enzimas é de natureza extraordinariamente complexa.

Há certos pássaros que possuem a capacidade de sintetizar os pigmentos, não só vermelhos como também amarelos.

O Tarim é um caso destes.

Há porém uma infinidade deles.

Estas aves têm a propriedade de sintetizar os alimentos ingeridos e que contenham caroteno, o produto final que lhes é depositado nas penas, ou seja cantaxantina para o vermelho e xantofila para o amarelo.

O Tarim em estado selvagem se alimenta de substâncias ricas em carotenóides, que lhe permite a manutenção constante do vermelho vivo de sua plumagem.

Quando em cativeiro, esta cor vai diminuindo de intensidade, a menos que se lhe dê o produto final, como fazemos com os canários.

Seria possível entretanto mantê-lo na cor selvagem, se sua alimentação estivesse muito caroteno tais como cenoura, couve, pimentão, etc.

Podemos ainda citar outros pássaros.

O Tangará perde quase totalmente a coroa vermelha, o Corrupião perde o seu laranja forte, ficando em pouco tempo de cativeiro com cor amarela-clara.

Dos produtos ricos em caroteno estes pássaros podem sintetizar por processos metabólicos a cantaxantina existente nos mesmos.

Em canaricultura encontramos dois carotenóides de muita importância, especialmente no que concerne à plumagem, ambos quimicamente semelhantes:

Amarelo Beta Caroteno (C40 H56) produto final Xantofila
Vermelho Cantaxantine (C40 H52 02)

No atual estágio da canaricultura não fazemos nada, além de administrar ao canário o produto final: cantaxantina.

Estamos incidindo em um grande erro.

O processo genético mão pode e não deve ser descuidado, pois assim cada vez estamos nos afastando mais da linha direta do Tarim, que deu origem ao pigmento vermelho dos nossos canários, o que se constitui em um grande mal.

PARTICULARIDADE IMPORTANTE NA HIBRIDAÇÃO

Quando efetuar hibridação com Tarim, tenha sempre em vista o fim a que se destina o produto: linha clara ou linha escura.

Se a sua criação for de linha clara, use o Tarim com uma fêmea vermelha da linha clara.

Para linha escura use uma canária cobre.

Ter sempre em vista que um F1 de linha clara não é um bom início para a linha escura, o que só fará retardar a obtenção de exemplares sem manchas.

É de se considerar também que o Tarim deve ser usado com uma fêmea cobre quando se quer destinar os F1 para a linha escura e não com as fêmeas ágatas ou isabéis.

Via de regra, o criador usa o Tarim para a linha escura, com a finalidade de obter bons cobres, sobretudo no início da hibridação.

O QUE É O CAROPHILL

Segundo os laboratórios Roche são carotenóides pigmentares, em formas estabilizadores, de qualidade uniforme, fáceis de assimilar, sem contra-indicações, com grande rendimento.

Com base nestes carotenóides preparam-se três produtos adaptados às condições de emprego na alimentação das aves:

CAROPHILL RED possui 100 miligramas de cantaxantina por grama de produto, utilizado largamente na avicultura comercial para intensificar a coloração da gema dos ovos e também em canaricultura.

CAROPHILL YELLOW constituído por 100 miligramas de éster apocarotenóico por grama de produto, largamente utilizado na criação de frangos de corte para pigmenta-los de amarelo.

CAROPHILL ORANGE que vem a ser um complexo de mistura a base de 50% dos dois, carophill red e carophill yellow.

Até alguns anos atrás nós usávamos directamente a cantaxantina para colorir os canários, hoje usamos 100 miligramas desta por grama do produto ministrado.

A cantaxantina pura é bem mais roxa do que o carophill red e inegavelmente tem muito mais poder de coloração, sendo porém muito difícil hoje em dia a sua obtenção, sem contar o elevado preço que atinge o mercado.

De três a cinco gramas eram então suficientes para serem adicionados a um quilo de ração.

O Carophill, para se obter uma boa coloração, pode ser adicionado na base de 10 gramas por quilo de ração.

O criador deve ter também o cuidado de adquirir, no início do processo, todo o carophill que for necessitar, inclusive de uma mesma caixa.

O uso de tubos alternados comprados em épocas diferentes, provavelmente lhe trará amarga surpresa com manchas na coloração.

Calcula-se o consumo.

Coloca-se em uma folha de plástico todos os tubos adquiridos.

Faz-se então uma perfeita homogeneização, para depois recolocar nos tubos.

Ao efetuar a mistura com a ração, alimentar, usar preferentemente um quilo de ração usando sempre a mesma quantidade de carophill red, rigorosamente medida ou pesada.

Esta é a forma mais certa de evitar manchas na plumagem.

A época apropriada para iniciar o processo de coloração é de 60 dias após o nascimento.

Há porém aqueles que dão carophill desde o ninho.

Isto, muitas vezes, evita o trabalho desagradável de arrancar as pequenas penas de cobertura.

Porém, a coloração de ninho nunca chega a atingir o mesmo grau de intensidade do que aquele após a primeira muda.

Na Europa não é usado retirar as penas das asas e os pássaros são apresentados em concursos com estas na cor laranja que vem de ninho.

Este é tipicamente um hábito do criador da América do Sul.

Vimos que o carophill red é utilizado por criadores de galinhas para obterem ovos com a gema o mais vermelho possível.

Este carophill, que vem através da gema, transmite em parte aos canários e sobretudo aos pássaros amarelos que vão muitas vezes tomando uma cor de dourado ou meio dourado, prejudicando a obtenção de bons pássaros com factor de refracção.

Na Europa, o carophill yellow é largamente utilizado nos pássaros, para a obtenção de pássaros dourados fortes, uso sobretudo corrente na canaricultura de porte."

Amadeo Sigismondi Filho
Juiz COM HS-OBJO
Revista AVO Junho 200
Arquivo Editado em 10 Jan 2004

Fatores Intenso e Nevado

O fator intenso como sabemos é alelo mutante do fator nevado.

Todo os "serinus canarius" em estado silvestre são nevados.

O fator intenso surgiu da criação em cativeiro e já em 1709.

Herviux de Chanteloup relacionava entre vinte e nove variedades existentes a época o Serin Plein de cor amarela intensa (jonquille).

Se todos os pássaros silvestres são nevados, porque não acontece em cativeiro quando o acasalamento contínuo entre nevados nos conduz, no caso extremo, aos famigerados quistos (lumps)?

Simplesmente por que os pássaros silvestres possuem patrimônio genético estável e apesar de serem todos nevados a estrutura de suas penas e plumas, é praticamente, idêntica.

MUTAÇÃO DO FATOR NEVADO ORIGINAL

Na natureza a relação é sempre constante.

Pássaros deficientes ou com plumagem diferente dos normais, dificilmente sobrevivem ou se isto acontecer tem pouca chances de fixar a mutação que os tornou diferentes.
São rejeitados, normalmente, pelos da própria espécie e tornam-se presa mais visível para os predadores.

Imaginem um canário amarelo intenso entre seus congéneres silvestres: totalmente diferente em sua plumagem e com muito maior possibilidade de ser visto por seus predadores naturais.

Na criação em cativeiro, praticamente, as duas causas acima citadas não interferem como na natureza na selecção.

O homem, ao contrário, valoriza cores e formas diferentes da original e procura fixá-las.

A natureza é sábia e podemos na maioria dos casos constatar a cor mais terna das fêmeas para protege-las durante o período em que chocam.

Os machos, normalmente mais coloridos nos pássaros que criam em ninho aberto são mais facilmente vistos pelos predadores apesar de sua plumagem, mais atraente, ser fundamental para atrair também a atenção das fêmeas.

O homem, normalmente, em todas as suas criações de animais quebra este equilíbrio que existe nos animais silvestres.

A mutação denominada "intensos" surgiu em cativeiro talvez como reacção ao rompimento do equilíbrio existente nos nevados originais.

POR QUE O EQUILÍBRIO FOI ALTERADO

Se verificarmos como chegamos ao pássaro lipocrômico é fácil com os conhecimentos que hoje dispomos responder tal pergunta.

Antes de surgirem os pássaros totalmente isentos de melaninas começaram a aparecer em cativeiro os que denominamos "pintados".

Como sabemos também, as penas que não possuem melaninas, além de serem menos rígidas que as que as possuem, tem estrutura diferente.

A mudança de estruturas nas penas lipocromicas, nos pintados é fácil de se constatar e os genes que comandam outras características da pena além da cor, como comprimento, largura, diâmetro das barbas e barbulas e seu próprio comprimento foram também mudados.

Assim, o equilíbrio existente entre os pássaros silvestres no que se refere a estrutura das penas, foi rompido e passamos a ter nevados com várias estruturas de penas.

A mutação "intenso" talvez tenha surgido como uma necessidade natural dos pássaros para minimizar a diferença entre as estruturas da pena.

Há uma interacção importante entre a acção do locus "Intensos - Nevado" e do gene ou genes, não sabemos ao certo, que comandam a estruturas das penas.

Considerar a ação do primeiro sem levar em consideração dos outros nos parece pouco significativos.

A ligação estreita que existia entre os dois loci foi rompida e estudá-las em conjunto nos parece a melhor solução.

NEVADOS

Hoje sabemos que existe uma variação bastante grande entre os nevados.

Essa variação se expressa além da cor na quantidade de "névoa" aparente sobre a plumagem.

Nos pássaros de "névoa" acentuada se examinar-mos suas plumas e compará-las com penas de pássaros de "névoa" curtas da mesma região da plumagem veremos que são mais largas, isto é, barbas e barbulas mais longas.

Sendo estas mais longas, os canais internos são também mais longos, e as pontas mais finas.

O lipocromo tem maior dificuldade de atingir as extremidades, daí a ausência de coloração.

Isto nos leva a imaginar que a quantidade de lipocromo disponível para depósito seja idêntica, ou quase, em todos os pássaros.

Assim penas com barbas e barbulas mais longas ficam com as pontas sem lipocromo.
Penas com barbar e barbulas nos nevados conduzem a uma névoa menor.

A utilização de pássaros de névoa curta acasalados entre si nos tem conduzidos a pássaros praticamente sem névoa o que descaracteriza o nevado.

Existem pois nevados em uma grande gama de variações e considerados idênticos para fim de acasalamento e por demais simplificado.

INTENSOS

As penas dos pássaros intensos deveriam se caracterizar por serem ligeiramente mais compridas mas mais estreitas, com barbas e bárbulas mais curtas e canais intensos de maior diâmetro do que nos nevados.

Hoje, como nos nevados, existem intensos de uma grande gama de variações.
Nas raças onde são requeridas penas longas, praticamente, todos os intensos possuem alguma névoa.

Há casos em que se torna difícil definir se o pássaro é intenso ou nevado.
Afirma-se que o fator intenso em dupla dose era letal, hoje já não há certeza quanto a tal afirmação.

O acasalamento de intenso entre si reduz a largura das penas e as torna mais rígidas.

Os Gibbers e os Gibosos soam uma prova inconteste de tal fato.

O temperamento nervoso deste pássaro mostra que o factor intenso influi em outras características e não só na estrutura das penas.

A probabilidade de que pássaros destas raças sejam de duplo intenso é bem acentuada.
Como sabemos, os intensos heterozigotos tem possibilidade de produzir 25% de pássaros nevados mas eles não aparecem nas raças citadas, e a mortalidade de 25% de embriões fica difícil de ser sustentada.

Pode ser que em várias gerações tal fato ocorra mas os criadores sabem os recursos para evitar chegar a tal situação.

Há pois, intensos e intensos, e a única saída de se atingir a estrutura de pena ideal é analisa-lo nos dois pássaros a acasalar.

O acasalamento tanto de pássaros nevados entre si como de intensos necessita ser analisado com cuidado.

ACASALAMENTO INTENSO X NEVADO

Talvez no início da criação em cativeiro, após o surgimento dos intensos, pudesse ser este o acasalamento ideal para manter a estrutura de pena compatível para produzir tanto bons intensos como nevados.

Hoje, a situação é bem diferente.

Há necessidade de que se analise a estrutura da pena.

Tomemos como exemplo a raça Gloster.

O acasalamento entre pássaros nevados é utilizado em larga escala.

Após algumas gerações começam a surgir problemas.

Inicialmente penas por demais largas e moles que arruínam o contorno compacto desejável.

No extremo, o surgimento de quistos onde as penas não tem a rigidez mínima necessária para romper a pele, e crescem abaixo dela.

O pássaro de penas muito moles, mesmo que se acasalando com um intenso por mais compacto que seja, jamais produzira nevados de estrutura de penas desejada e os intenso terão as penas com barbas e barbulas por demais longas para expressarem as características de um bom intenso.

As remiges e retrizes serão longas e a névoa aparece muito.

Tais intensos dificilmente se prestaram para corrigir estruturas de pena de outros nevados longos. Isto sem considerar os outros factores que influem na estrutura como distribuição das melaninas, tipo de melanina, ausência de lipocromo etc.

Assim, é necessário não considerar somente os intensos e nevados para realizar acasalamentos que conduzem a bons resultados.

Nos frisados parisienses o desaparecimento dos chamados penas duras é outro problema a ser enfrentados pelos criadores.

Hoje, a intensos de penas tão longas como os nevados e estes são os que ganham os prémios.

O balanceamento da estrutura é fundamental para obtenção de pássaros de concurso.

CONCLUSÃO

Como podemos ver de tudo o que foi escrito, na situação actual o cuidado em interpretar a acção dos factores intenso e nevado inteirados com os factores que influenciam na estrutura da pena é fundamental para se conseguir resultados satisfatórios e o maior numero possível de filhotes com condição de concorrer com sucessos em concursos.

Há pássaros que, mesmo não tendo condições de serem apresentados em concursos, possuem a estrutura de pena ideal para produzir filhotes que podem concorrer com sucesso.

Nos Parisienses, um intenso de penas duras jamais ganhará um concurso entre os de sua classe, mas é imprescindível para manter uma estrutura de penas compatível com a necessidade da raça e corrigir as penas por demais "moles" que surjam no plantel.

Como podemos ver, hoje, os fatores intensos e nevados não são tão simples de serem abordados.

Origem dos Canários Vermelhos

Lipocrómico Vermelho Intenso Fêmea


"A criação de canários em cativeiro teve início na época em que os navegadores aportaram nas Ilhas Canárias e os levaram para o continente, por volta de 1400.

Eram canários verdes, que ainda hoje são encontrados nas ilhas sem muita alteração de suas características originais.

A partir de 1480 e com maior intensidade a partir de 1700, até os dias de hoje, o homem conseguiu fazer um trabalho de fixação das mutações que a natureza levaria séculos para realizar, pois a sobrevivência e procriação de indivíduos mutantes é muito difícil pelo fato deste não ser aceito pelo grupo e acaba não procriando, já que as fêmeas aceitam mais facilmente os machos normais e não os diferentes (mutantes).

Além dessa dificuldade, várias cores e raças que temos hoje nos canários são mutações originárias de outras mutações, o que dificultaria ainda mais o trabalho da natureza.

Hoje são 358 cores e 23 raças diferentes originadas daquele canário verde ancestral.

Nos anos 20, na Europa, os criadores iniciaram experiências para obtenção do canário vermelho.

Esses estudos se basearam em transplantar a cor vermelha do património genético de alguma espécie, através da hibridação para o canário e que tivesse, como resultado, híbridos férteis.

O pássaro escolhido foi o Tarim, um Spinus encontrado na Venezuela e que se assemelha em tudo com o nosso pintassilgo, excepto pela cor, pois onde o nosso apresenta cor amarela nas penas, o da Venezuela apresenta a vermelha.

Desses cruzamentos foram obtidos híbridos férteis F1, que por cruzamentos com Canárias resultaram em pássaros com fertilidade maior que os primeiros.

Depois de vários anos e de muito esforço por parte dos criadores, conseguiu-se incorporar ao património genético do canário, os genes responsáveis pela assimilação da cor vermelha nas penas.

Com uma alimentação rica em Lipocromo vermelho, que é o pigmento encontrado em alguns vegetais, pode-se fazer então com que o canário descendente do Tarim apresente a cor vermelha tão apreciada por todos.

O Lipocromo é encontrado na natureza em alguns vegetais, porém sua quantidade é muito pequena e por esse motivo é oferecido aos canários na forma industrializada, durante a muda de penas.

Ele é absorvido durante a digestão e fixa-se nas penas somente nos pontos onde há afinidade por gorduras – é lipossolúvel.

Em resumo, essa é a história do canário vermelho, que muita gente acredita que foi pintado e quando em alguma exposição alguém faz essa afirmação olhando os canários vermelhos, penso:

"Realmente, os canários vermelhos são pintados, mas pelas mãos de abnegados criadores, que com trabalho e muita dedicação conseguem 'pintar' essa obra-prima que, diferente das demais, tem vida". "

Tarcísio Moura
Presidente AVO - Associação Videirense de Ornitologia
Revista AVO 1999
Arquivo editado em 25/04/2005

Canário Fator Vermelho

Lipocrómico Vermelho Intenso Macho


“Os canários de Cor necessitam de alguns cuidados específicos, pois são aves com uma genética mais apurada do que os canários normais, popularmente chamados de comum ou Belgas, por este fato têm uma plumagem mais perfeita e um maior desenvolvimento ósseo e muscular.

Porém os canários de factor vermelho necessitam de alguns cuidados ainda maiores, tais como a administração na Papa de carophill red ou mais conhecido como cantaxantina 10%, que deve ser administrado na quantidade de 1,2 gramas para cada 100 gramas de papa.

A muda de pena é o período em que o exemplar necessita de uma maior quantidade de papa por se encontrar com grande carência de vitaminas, e por consequência de carophill red, para que a plumagem fique perfeita.

Ora este fato é que se deve administrar neste período a papa com o estimulador de factor vermelho (carophill red) todos os dias.

Após acabar esta fase o criador poderá fornecer a papa com o factor vermelho um dia sim outro não.

Os canários com factor vermelho em especial não podem ser expostos com frequência ao sol, pois este factor poderá tornar a coloração no animal mais opaca, fato este que é quesito para concursos.

Porém não se proíbe a total exposição ao sol deste tipo de pássaro, onde o criador poderá leva-lo para tomar banho de sol uma ou duas vezes por mês, com excepção no período de muda de penas onde o banho de sol deverá ser totalmente banido.

Deve-se adicionar na papa algumas gotas de óleo de girassol, substância facilmente encontrada em supermercados e que tornará a plumagem muito mais brilhosa, porém é preciso ter muito cuidado na administração desta substância, pois se administrada em excesso poderá vir a causar diarreia nos canários.

Um canário com factor vermelho carrega esta característica na sua genética, sendo impossível um canário que não seja descendente de pais com factor vermelho vir a ficar com coloração vermelha, pois os canários com factor vermelho são descendentes de um pássaro silvestre chamado de Tarin da Venezuela, e por consequência um canário de qualquer outra coloração seja amarelo, verde, ou qualquer outra cor nunca ficará com as penas vermelhas, o máximo que poderá acontecer será o canário ficar com uma plumagem cor de cenoura ou como mais comummente ocorre, o pássaro ficara todo manchado de amarelo e cenoura, por exemplo.

Sempre adquira canários com procedência e principalmente com a anilha, pois este será o pedigree de seu animal.”

Mauricio Defassi
Criador filiado a Federaçăo Ornitológica do Brasil e ao Clube Ornitológico Parque do Iguaçu, anilha MH - 028 recebido por e-mail 18/04/2002

Phaeo Vermelho Mosaico

Phaeo Vermelho Mosaico Macho


Fotografia: origem desconhecida

Phaeo Vermelho Mosaico

Phaeo Vermelho Mosaico Macho


Fotografia: origem desconhecida

Phaeo Vermelho Mosaico

Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografia: origem desconhecida

Phaeo Vermelho Mosaico

Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografia: origem desconhecida

Phaeo Vermelho Mosaico

Voadeira

Phaeos - Cruzamentos

Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografia: origem desconhecida


"O gene que determina a mutação phaeo é autossómico (herança livre não ligada ao sexo) e de carácter recessivo, a primeira ave melânica que manifestou a referida mutação foi um Isabel vermelho na Bélgica, posteriormente foi introduzida nos canários lipocrômicos evidenciando-se nesse tarefa o famosíssimo criador Francês Ascheri.

Entre os canários Phaeos podemos distinguir dois grupos os oxidados (negro e castanho) e os diluídos (ágata e Isabel) sendo que a ave típica de concurso é o phaeo castanho todas as outras linhas produzem aves atípicas (fora do padrão) que são penalizadas nos julgamentos, sendo hoje em dia muito difícil encontrar uma ave das linhas diluídas (o phaeo ágata por inibição da eumelanina e ausência ou carência da feomelanina assemelhasse e confunden- se com o canários lipocrômicos só sendo muitas vezes possível identifica-lo pela sub plumagem que é escura, os Isabel apresentam um desenho pouco visível derivado a diluição da feomelanina) quanto aos phaeo negro pelo que tenho constatado são aves de trabalho ainda hoje utilizados por alguns criadores com o intuito de melhorar o phaeo castanho na categoria, forma, tamanho, melanina, porte, nunca trabalhei com o phaeo negro na minha criação devido aos elevado numero de aves atípicas (no phaeo negro a feomelanina não se localiza só no rebordo da pena mas também no centro).

A utilização de portadores de phaeo num plantel é muito importante não tanto pela melhoria da tonalidade do castanho mas sim pela prolificidade e vigor das crias, nos últimos cinco anos trabalhei com cerca de 90% dos casais formados por puro x portador conseguindo obter uma linha de aves bastante vigorosa este ano estou a pensar inverter a percentagem e trabalhar só com 20% de casais formados com portadores já que praticamente todo o plantel é formado por filhos de portadores indo assim obter maior quantidade de puros sendo também mais fácil conciliar nos cruzamentos a carga melânica com o desenho, outra vantagem de utilizar portadores é a diminuição do aparecimento dos indesejáveis quistos.

Comportamento Genético

Phaeo x Phaeo =100%Phaeo
Phaeo x Clássico =100% Portadores Phaeo
Phaeo x Portador Phaeo =50% Phaeo +50% Portador Phaeo"

Por: Carlos Leandro

Nota: nós por opção, só trabalhamos Puro vs Portador.

Não temos registo de quistos nas nossa aves,recomendamos trabalhar esta mutação da forma por nós descrita.


Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografias: origem desconhecida

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Mutação Phaeo

O efeito do Gene Phaeo na Plumagem

Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografia: Origem desconhecida

"Os pigmentos que formam as cores dos canários melânicos são as melaninas que se dividem em dois tipos:

a eumelanina que pode ser negra ou castanha e feomelanina que é sempre castanha.

A mutação phaeo é caracterizada pela inibição da eumelanina e pela expressão da feomelanina na tonalidade máxima no rebordo da pena sob a forma de desenho escamado contrastando com o eixo da pena o mais branco possível (sem melanina) dando a sensação que a ave apresenta um desenho tipo “bago de arroz “ sobre o dorso e cabeça.

A inibição da eumelanina também se verifica no bico, unhas, patas e nos olhos que são vermelhos."

Por: Carlos Leandro


Fotografia: origem desconhecida

Mutação Phaeo

"A mutação que deu origem aos canários phaeos surgiu em 1964 na Bélgica na região de Bruxelas na criação de Jean Pierre Ceuppens.

Phaeo Vermelho Mosaico Macho

Fotografia: origem desconhecida

Este criador terá obtido crias de olhos vermelhos de um casal composto por um macho Isabel Vermelho Nevado e uma fêmea Castanha Vermelha Intensa sendo ambos os elementos do casal descendentes de um macho Castanho Vermelho Intenso.

Presume-se que a mutação tenha tido origem nesse macho mas, que devido ao carácter recessivo da mesma não se tenha manifestado.

Inicialmente essas aves eram muito diluídas e débeis pois dificilmente chegavam á idade adulta.

O que atraiu os criadores foi a novidade e a presença de olhos vermelhos.

A beleza e popularidade destas aves muito se deve ao trabalho de criadores belgas e franceses existindo nestes dois países uma longa tradição na criação de phaeos sendo os mais fortes concorrentes a medalhas no Campeonato Mundial. "

Por: Leandro


Fotografia: origem desconhecida

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